CALOTE FINANCEIRO
Banco Digimais acionado na Justiça por sócio após prejuízo de R$ 500 milhões
Empresário alega perdas milionárias e contesta ativos usados como lastro pelo banco ligado a Edir Macedo. Gestora de fundos investigada pelo BC foi liquidada.
{"blocks":[{"key":"69f73","text":"O Banco Digimais enfrentou uma grave crise jurídica em 2026, quando seu caixa foi pressionado por uma alegada dívida de R$ 500 milhões. A situação veio à tona após o empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio da instituição e proprietário da Yards Capital, acionar a Justiça, alegando um prejuízo bilionário.","type":"paragraph"},{"key":"8c654","text":"A disputa central reside na aceitação de títulos emitidos pelas empresas Fictor, Reag e pelo Banco Master como lastro para a participação do Digimais no fundo de investimento EXP 1, gerido pela Yards Capital. O valor de mercado desses ativos desvalorizou drasticamente após investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master, a Reag e a Fictor, todos sob escrutínio do Banco Central (BC).","type":"paragraph"},{"key":"12345","text":"Em resposta, a Yards Capital notificou judicialmente o Digimais, buscando reaver os aportes e transferir o risco financeiro. A exigência era a recompra da carteira de ativos, avaliada em R$ 462,2 milhões. O montante incluía R$ 316,6 milhões em títulos do Banco Master e da Reag, e R$ 145,6 milhões em papéis atrelados à Fictor.","type":"paragraph"},{"key":"abcde","text":"A Reag, gestora de fundos, foi alvo de investigações pela Polícia Federal em operações como a Carbono Oculto, por suposto envolvimento em manobras para ocultar dinheiro do crime organizado, e a Compliance Zero, por suspeitas de movimentações ilícitas do Banco Master. Em 15 de dezembro de 2025, o Banco Central liquidou a Reag. A Fictor, por sua vez, enfrentou pedido de recuperação judicial em janeiro de 2026, após anunciar a compra do Banco Master por R$ 3 bilhões em novembro de 2025. Um dia depois do anúncio, o Master foi liquidado e seus executivos presos.","type":"paragraph"},{"key":"fghij","text":"Conforme noticiado, a liquidação do Banco Master impactou outras instituições, incluindo o Digimais, banco controlado pelo bispo Edir Macedo. O Digimais já enfrentava dificuldades, com relatórios de 2024 e 2025 apontando alta inadimplência e exigindo aportes recorrentes do próprio Edir Macedo para evitar a quebra técnica. Em 2025, o banco passou por reestruturações sob supervisão do BC e chegou a ter negociações de venda com o ex-sócio do Banco Master, Mauricio Quadrado, que não avançaram.","type":"paragraph"}]}, "version": 1}
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