PIB REVISADO

Banco Central eleva estimativa do PIB para 2% em ano eleitoral com estímulos

Gráfico de crescimento do PIB com seta indicando alta.
Com estimativas revisadas, o Banco Central busca equilibrar o crescimento econômico.

A autoridade monetária ajustou a projeção de 1,6% para 2% no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, citando estímulos fiscais e de crédito como principais motores.

O Banco Central (BC) elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano de 1,6% para 2%. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira, 25/06/2026, e consta no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre. A revisão para cima é motivada, em grande parte, por estímulos fiscais e de crédito, e sua importância reside na indicação de um cenário econômico com mais dinamismo, apesar dos juros ainda elevados e de choques externos.

A autoridade monetária atribui o aumento da estimativa de expansão econômica a uma conjunção de fatores. "A revisão decorre principalmente da surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e da melhora nas perspectivas para agropecuária e indústria extrativa. Ela também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia", explicou o BC.

O aumento na projeção de crescimento ocorre em paralelo à manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. Embora a taxa esteja em patamar considerado restritivo e tenha sofrido cortes seguidos, ela permanece como um instrumento de política monetária contracionista. O BC ressalta que, mesmo com a perspectiva de maior expansão, a ociosidade dos fatores de produção é reduzida, o que sugere um crescimento moderado no trimestre corrente e no segundo semestre.

O conflito no Oriente Médio, embora seus efeitos mais evidentes até o momento tenham se concentrado nos preços, também introduz incerteza nas projeções de crescimento. O BC alertou que a escalada da tensão na região eleva o risco sobre os números apresentados. A instituição ainda estima uma desaceleração econômica frente a 2025, quando o PIB cresceu 2,3%. Se confirmada a projeção para 2026, será o menor crescimento desde 2020, impactando a geração de empregos e a renda da população.

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