JUSTIÇA E DIGNIDADE

Atropelamento fatal: Polícia Civil apura morte de homem em Guaratinguetá

Fachada da Delegacia da Polícia Civil de Guaratinguetá.
Delegacia da Polícia Civil de Guaratinguetá. Foto: Rauston Naves/TV Vanguarda.

Caso registrado como homicídio culposo após vítima, conhecida como "Poppei", falecer na UPA. Motorista não estava embriagada.

A Polícia Civil de Guaratinguetá abriu uma investigação nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, para apurar a morte de um homem em situação de rua, atropelado na rotatória da Avenida Santos Dumont, no bairro Augusto Filippo. A decisão de registrar o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor busca esclarecer as circunstâncias do acidente e garantir justiça para uma vida marcada pela invisibilidade social, enfatizando a importância da segurança viária e o cuidado com os mais vulneráveis na cidade.

O trágico incidente ocorreu na rotatória da Avenida Santos Dumont, uma área movimentada da cidade. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu e rapidamente encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Contudo, apesar dos esforços dos profissionais de saúde, o homem não resistiu aos graves ferimentos e faleceu logo após dar entrada no hospital.

A motorista do veículo envolvido, uma aposentada de 61 anos, relatou à Polícia Civil que trafegava no sentido Centro durante uma forte chuva. Ela descreveu ter ouvido um barulho súbito e visto apenas um vulto passar sobre o para-brisa de seu carro. Imediatamente após o impacto, a condutora parou o veículo e acionou o socorro médico, demonstrando preocupação com a situação. A polícia informou que ela não apresentava sinais de embriaguez, mas o teste do bafômetro não foi realizado devido à falta do equipamento no momento da abordagem.

O homem atropelado não portava documentos pessoais e, até o registro da ocorrência, sua identidade formal permanecia desconhecida. Informações levantadas pela polícia no local indicam que ele era popularmente conhecido na região pelo apelido de “Poppei” e vivia em situação de rua. Este detalhe sublinha a fragilidade de sua condição, tornando a busca por respostas e reparação ainda mais premente.

O caso está registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, o que significa que, embora não tenha havido intenção de matar, a morte resultou de imprudência, negligência ou imperícia. A Polícia Civil de Guaratinguetá prosseguirá com as investigações para elucidar todos os pormenores do atropelamento e determinar as responsabilidades, buscando oferecer alguma medida de dignidade e encerramento a este triste episódio.

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