INSTABILIDADE E SEGURANÇA

Ataques com explosivos marcam início do governo de Abelardo de la Espriella na Colômbia

Equipes de segurança inspecionam local de atentado na Colômbia após ataques de dissidentes.
Instalações de pedágio em Santander de Quilichao foram alvos de explosivos durante a madrugada.

Dissidentes das Farc e ataques com drones marcam o primeiro dia do novo governo. Presidente promete endurecer o combate ao narcoterrorismo.

O governo da Colômbia enfrenta desafios imediatos de segurança logo em seu primeiro dia de gestão, após uma série de atentados atingir pontos estratégicos do país. A decisão de endurecer o enfrentamento ao narcoterrorismo foi reforçada por Abelardo de la Espriella diante da onda de violência que impacta diretamente a rotina e a integridade física da população local.

Durante a madrugada deste sábado (8), dissidentes da guerrilha das Farc destruíram um pedágio em construção em Santander de Quilichao, próximo a Cali, ferindo dois guardas. O Exército atribuiu a ação às forças de Iván Mordisco, dissidente que se afastou do histórico acordo de paz de 2016. O terror espalhado por esses grupos gera um clima de insegurança constante, relatado por moradores como o bombeiro Roberto Sandoval, que descreveu o sentimento de tensão nas comunidades próximas.

Simultaneamente, um policial morreu em um ataque com drones contra uma delegacia no departamento de Cesar. Embora a autoria deste crime específico não tenha sido confirmada, as autoridades investigam a conexão com outros grupos armados. Em resposta, o presidente declarou que não haverá impunidade e reforçou que atacar a infraestrutura nacional é um golpe contra o progresso do país.

Como medida de impacto imediato, o governo anunciou a transferência de 117 presos — que participaram de diálogos de paz com Gustavo Petro — para presídios de segurança máxima. A estratégia alinha-se à promessa de campanha de Abelardo de la Espriella de encerrar negociações de paz com grupos armados, mantendo um posicionamento de firmeza que promete reconfigurar a política de segurança interna do país nos próximos meses.

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