LOGÍSTICA SOB ATAQUE

Ataque a armazém da Wildberries eleva tensão na logística russa

Armazém da Wildberries em chamas após ataque com drone em São Petersburgo.
Fumaça sobe de centro de distribuição da Wildberries após ataque com drones na região de Leningrado.

Incêndio em centro de distribuição próximo a São Petersburgo deixa três feridos e amplia impactos econômicos de drones em infraestrutura comercial

Um armazém da principal varejista online russa Wildberries, situado na região de Leningrado, próximo a São Petersburgo, foi atingido por um ataque com drone ucraniano nesta sexta-feira (24). O governador Alexander Drozdenko confirmou o incidente, que resultou em três feridos e forçou a interrupção das operações em dois centros logísticos da companhia na localidade.

A ofensiva, que gerou colunas densas de fumaça preta sobre a área, reflete uma estratégia recorrente de Kiev contra a infraestrutura logística do país. Desde 18 de julho, cinco instalações da Wildberries foram alvo de ações semelhantes, representando um impacto direto em cerca de 10% da capacidade de distribuição da varejista. O cenário humanitário torna-se mais grave ao considerar os ataques anteriores ocorridos nas cidades de Kotovsk e Elektrostal, que contabilizaram oito mortes.

Na quarta-feira (22), a cofundadora Tatyana Kim já havia reportado danos e feridos em centros de distribuição situados em Krasnodar e Nevinnomyssk. Além dos danos materiais, a segurança dos trabalhadores tornou-se uma preocupação central, levando a empresa a realizar evacuações preventivas até na Crimeia.

Enquanto Kiev alega que a estrutura da empresa presta apoio logístico às Forças Armadas russas, Moscou nega qualquer envolvimento da companhia no fornecimento militar. A relevância econômica do setor é indiscutível: junto à Ozon, a Wildberries movimenta serviços equivalentes a 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia, empregando aproximadamente 4 milhões de pessoas.

Especialistas observam que a frequência desses ataques contra um pilar da economia de consumo russa sinaliza uma escalada de Kiev para pressionar o Kremlin, utilizando drones de longo alcance como instrumento de pressão econômica e política.

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