RECORDES NA SAFRA
Associação Nacional dos Exportadores de Algodão eleva projeção e prevê exportação recorde de pluma em 2026
Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisa estimativas após primeiro semestre historicamente forte e projeta embarques totais de 3,36 milhões de toneladas.
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) anunciou, nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, uma revisão otimista em suas projeções. A entidade elevou as estimativas para a exportação de algodão do Brasil em 2026, projetando um volume recorde para o ano, impulsionado por um primeiro semestre com desempenho historicamente forte. Essa decisão reflete o vigor do agronegócio brasileiro e sua crescente relevância no cenário internacional, com impactos diretos na economia e na balança comercial do país.
Os embarques de algodão no primeiro semestre de 2026 registraram uma máxima histórica, alcançando 1,83 milhão de toneladas, um aumento significativo em relação aos 1,6 milhão previamente estimados. O presidente da Anea, Dawid Wajs, destacou o desempenho sem precedentes: "Nunca tivemos um semestre tão forte na história, como este agora, e junho ainda não acabou". Essa performance robusta sustenta a nova projeção de exportações totais para 2026, que foi elevada de 3,21 milhões para 3,36 milhões de toneladas. O país consolida sua posição como o maior exportador global da pluma, demonstrando a capacidade produtiva e logística.
Entre janeiro e maio de 2026, os principais destinos do algodão brasileiro incluíram a China, com quase 400 mil toneladas, seguida por Bangladesh (283.890 toneladas), Paquistão (202.077 toneladas), Turquia (218.106 toneladas), Vietnã (185.846 toneladas) e Índia (127.418 toneladas). Esses números evidenciam a diversificação dos mercados e a competitividade do produto nacional.
Para o segundo semestre de 2026, a Anea ajustou a expectativa de embarques para aproximadamente 1,557 milhão de toneladas, uma ligeira redução em relação à projeção anterior de 1,61 milhão. Contudo, mesmo com essa recalibragem, o volume anual consolidado aponta para um novo recorde, reforçando a dinâmica positiva das vendas externas iniciada na primeira metade do ano.
O aumento expressivo nos embarques também contribuiu para a redução dos estoques de passagem. A projeção para o final de junho de 2026 foi revisada para 708 mil toneladas, abaixo das 934 mil estimadas anteriormente. Para o encerramento de 2026, o estoque final é projetado em 2,794 milhões de toneladas, ligeiramente inferior à estimativa anterior de 2,91 milhões, já considerando os volumes da safra em desenvolvimento.
A produção da safra 2025/26 foi elevada para 4,006 milhões de toneladas, superando as 3,955 milhões projetadas em abril. Essa revisão é atribuída a condições climáticas favoráveis em importantes regiões produtoras como Mato Grosso e Bahia. Se confirmada, esta safra se tornará a segunda maior da história do Brasil, ficando atrás apenas da safra 2024/25.
Olhando para a temporada 2026/27, com plantio entre o final de 2026 e início de 2027, a Anea elevou a projeção de produção para 3,96 milhões de toneladas, ante 3,870 milhões na estimativa anterior. O cenário favorável é sustentado por preços mais atrativos e uma estabilidade nos custos de produção, fatores que podem impulsionar ainda mais as exportações no ano seguinte. Dawid Wajs comentou sobre o futuro: "Isso também repercute no que vislumbramos para as exportações do ano seguinte, porque certamente teremos mais algodão. Mas ainda é cedo para cravar um número."
As exportações projetadas para o primeiro semestre de 2027 são de 1,667 milhão de toneladas, e para o segundo semestre, 1,563 milhão. A entidade, no entanto, ressalta que ainda é cedo para consolidar esses números com precisão.
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