REGULAMENTAÇÃO E SEGURANÇA
Anvisa recolhe cosméticos para cabelo e álcool sem registro em todo o Brasil
Decisão publicada na terça-feira (23) proíbe comercialização e uso de produtos como botox capilar e álcool sanitário que não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Empresas citadas negam fabricação dos itens irregulares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a proibição de comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de diversos produtos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União na terça-feira, 23 de junho de 2026, visa proteger a saúde pública diante da identificação de itens irregulares em todo o Brasil. A medida impacta diretamente consumidores que utilizaram ou pretendiam utilizar os produtos, garantindo maior segurança no mercado.
Entre os itens apreendidos está o produto "Bottox Amazon Therapy Natuvegan". A Anvisa identificou que este cosmético, comercializado irregularmente como botox para alisamento capilar, não possui registro ou notificação. Além disso, a empresa original responsável pela fabricação do item declarou não reconhecer a produção citada, indicando o uso fraudulento de seus dados cadastrais. Essa prática expõe os usuários a riscos desconhecidos, comprometendo a saúde dos cabelos e do couro cabeludo.
Também foram alvo da determinação os álcoois "SupperÁlcool 92,8°", "SupperÁlcool 70°" e "SupperÁlcool 46°". A origem desses saneantes é desconhecida e a empresa apontada como fabricante, a Ispoly, nega qualquer envolvimento na produção dos lotes comercializados. Assim como no caso do cosmético, estes produtos foram distribuídos sem o devido registro ou notificação junto à Anvisa, e utilizaram de forma indevida os dados cadastrais da empresa na rotulagem, levantando sérias questões sobre sua composição e segurança para desinfecção.
Adicionalmente, a maquiagem capilar para retoque de raiz da marca Sauke foi apreendida. A fabricação, venda e comercialização do produto foram proibidas por não possuir registro na Anvisa e serem produzidos por uma empresa sem autorização de funcionamento para tal atividade. Essa ação ressalta a importância da fiscalização rigorosa para evitar que produtos inadequados cheguem ao consumidor, garantindo dignidade e bem-estar.
*Matéria com supervisão de Thiago Félix.
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