VACINA É SEGURA
Anvisa desmente boatos e reforça segurança da vacina contra a gripe
Agência Nacional de Vigilância Sanitária esclarece uso de substâncias como timerosal, Triton X-100 e formaldeído, rebate informações falsas e alerta para os riscos da própria doença. Decisão visa combater desinformação e incentivar a adesão à campanha nacional.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira, 03/07/2026, um importante esclarecimento sobre a segurança da vacina contra a gripe. O órgão veio a público para desmentir boatos e informações falsas que circulam sobre a composição do imunizante. A decisão de reforçar a divulgação técnica e científica visa combater a desinformação, que pode levar à queda da adesão à campanha nacional de vacinação, e proteger a saúde da população, especialmente grupos mais vulneráveis como idosos, crianças e gestantes.
A campanha de vacinação contra a influenza é um período em que boatos ganham força nas redes sociais, gerando preocupação indevida. A Anvisa garante que o imunizante utilizado na campanha nacional é seguro, eficaz e passa por rigorosos controles de qualidade antes de ser disponibilizado. A agência explica que as alegações sobre componentes perigosos carecem de base científica e que a desinformação representa um risco real à saúde pública.
Anvisa detalha o uso de mercúrio, Triton X-100 e formaldeído
Um dos principais componentes alvo de desinformação é o timerosal, uma substância que contém mercúrio e atua como conservante em frascos com múltiplas doses. A Anvisa esclarece que o timerosal impede a proliferação de bactérias e fungos após a abertura do frasco. A agência ressalta que a quantidade utilizada é mínima e que estudos comprovam a rápida eliminação dessa forma de mercúrio pelo organismo, sem riscos ao sistema nervoso ou aos rins.
Outro composto citado em publicações enganosas é o Octoxynol-10, também conhecido como Triton X-100. Segundo a Anvisa, esta substância é empregada no processo de fabricação para fragmentar e inativar o vírus da gripe, evitando que ele cause a doença. A agência informa que apenas traços residuais permanecem no produto final e que não há evidências científicas de que o Triton X-100 cause câncer, doenças autoimunes ou malformações. É importante notar que o Triton X-100 também é utilizado em medicamentos e cosméticos aprovados mundialmente.
A presença de formaldeído, muitas vezes equivocadamente associado ao formol de uso industrial, também foi explicada pela Anvisa. O órgão ressalta que o formaldeído é produzido naturalmente pelo nosso corpo durante o metabolismo celular. Nas vacinas, sua presença se limita a quantidades residuais, utilizadas na inativação do vírus. A Anvisa enfatiza que o formaldeído só é classificado como cancerígeno em casos de exposição elevada e prolongada, como em ambientes industriais, e que as quantidades presentes nas vacinas não têm potencial para causar leucemia ou outros tipos de câncer.
O verdadeiro risco está na gripe, alerta a Anvisa
A Anvisa reforça que a segurança das vacinas é constantemente monitorada e que o risco significativo para a saúde reside nas complicações da própria gripe, e não nos componentes do imunizante. A influenza pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, especialmente em idosos, crianças, gestantes e indivíduos com doenças crônicas. Diante disso, a agência recomenda enfaticamente que a população procure os postos de vacinação e siga o calendário estabelecido pelo Ministério da Saúde para garantir a proteção.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário