ALERTA DE SAÚDE

Anvisa alerta sobre venda ilegal de retatrutida no Brasil

Embalagens de medicamentos emagrecedores irregulares
Retatrutida é vendida clandestinamente no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

A substância, ainda sem aprovação mundial, circula sem registro e oferece riscos graves à saúde; especialistas condenam comercialização clandestina.

A comercialização clandestina da retatrutida no Brasil foi proibida pela Anvisa, que classifica qualquer oferta desse produto como uma ameaça direta à integridade física dos pacientes, conforme decisão consolidada em 11/07/2026. A medida visa conter o avanço de um mercado ilegal que utiliza promessas de emagrecimento rápido para vender substâncias sem procedência ou avaliação de segurança em qualquer país do mundo.

O Jornal Nacional revelou um esquema de distribuição que envia o suposto medicamento para São Paulo, sob o pretexto infundado de que o produto, originário dos Estados Unidos, seria isento de efeitos colaterais. No entanto, o fabricante responsável pelos estudos clínicos da molécula declara abertamente que ela não foi avaliada ou aprovada por nenhuma autoridade regulatória global.

A retatrutida atua como uma promessa para o tratamento de obesidade e diabetes, funcionando como uma tripla ativação hormonal no organismo: inibindo o apetite no cérebro, acelerando a queima de gordura e otimizando o gasto energético no fígado. Contudo, sem o devido rigor farmacêutico, o mecanismo torna-se imprevisível e perigoso.

Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e professor da Unifesp, enfatiza que a eficácia depende de um encaixe molecular perfeito, inexistente em versões de fabricação desconhecida. Segundo o especialista, o consumo dessas substâncias pode desencadear desde processos inflamatórios severos até danos irreversíveis a órgãos vitais, como o fígado. Em casos extremos, o uso desses produtos pode ser fatal.

A orientação das entidades de saúde é clara: pacientes devem buscar acompanhamento médico para tratar patologias com medicações aprovadas e seguras. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia reforça que o desconhecimento sobre a real composição dos itens vendidos clandestinamente torna qualquer reação adversa uma incógnita perigosa para a população.

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