PEPTÍDEOS ILEGAIS
Anvisa alerta: peptídeos injetáveis vendidos online são ilegais e sem garantia
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desaconselha o uso de substâncias como GHK-CU e BPC-157, que circulam em redes sociais, por não possuírem registro e apresentarem riscos à saúde.
Peptídeos injetáveis que prometem estimular a produção de colágeno, acelerar a cicatrização ou melhorar a recuperação muscular não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não podem ser comercializados para uso em saúde ou em procedimentos estéticos no Brasil. O alerta foi divulgado pela própria agência, nesta sexta-feira, 03/07/2026, após a circulação de produtos como GHK-CU, BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina nas redes sociais e na internet.
Segundo a Anvisa, essas substâncias não estão regularizadas em nenhuma categoria — seja como medicamento, suplemento alimentar ou cosmético. Por isso, a agência afirma que esses produtos não têm garantias sobre segurança, qualidade, composição ou origem, representando um risco direto à dignidade e saúde dos consumidores.
O que são peptídeos
Os peptídeos são moléculas produzidas naturalmente pelo organismo e participam de diferentes funções biológicas, como a cicatrização, a resposta imunológica e a ação de alguns hormônios. A Anvisa destaca que a existência de peptídeos produzidos pelo corpo não significa que qualquer produto comercializado com as substâncias seja seguro ou tenha eficácia comprovada.
A própria medicina utiliza peptídeos em tratamentos consolidados, como a insulina, usada no controle da diabetes há mais de um século, e os medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, empregados no tratamento do diabetes e da obesidade. Segundo a agência, esses medicamentos passaram por rigorosos estudos científicos e avaliação das autoridades sanitárias antes de serem aprovados.
Por que esses produtos não podem ser vendidos
De acordo com a Anvisa, as substâncias divulgadas para fins estéticos ou para melhorar o desempenho físico não têm autorização para uso como suplementos alimentares no Brasil. Adicionalmente, suplementos alimentares só podem ser administrados por via oral, o que impede a existência de suplementos alimentares injetáveis regularizados no país.
A agência também informa que os peptídeos em questão não possuem registro como medicamentos. Para obter essa autorização, é indispensável a apresentação de estudos que comprovem a segurança e a eficácia do produto. A Anvisa lembra ainda que medicamentos manipulados só podem ser preparados mediante prescrição médica e por farmácias de manipulação devidamente regularizadas.
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