PETRÓLEO NO CEARÁ

ANP confirma que líquido achado por agricultor no CE é petróleo

Fachada da sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado por um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Ceará, é petróleo cru.

Substância encontrada pelo agricultor Sidrônio Moreira em busca de água foi confirmada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O caso levanta questões sobre exploração futura na região.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado por um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Ceará, é petróleo cru. A decisão foi tomada após testes físico-químicos realizados pela agência, que obteve o resultado enviado na última quarta-feira, 20 de maio de 2026. O achado importa pois pode abrir precedentes para novas avaliações de exploração na região, mesmo que a área não integre blocos de exploração atualmente reconhecidos.

Sidrônio Moreira, o agricultor, descobriu a substância em novembro de 2024 enquanto perfurava o solo em seu sítio, na tentativa de encontrar água para seus animais. A descoberta, que impacta a rotina e as esperanças do trabalhador rural, foi comunicada à ANP em julho de 2025. Para apurar a natureza do líquido, uma equipe técnica da agência visitou a propriedade em 12 de março de 2026. Os resultados foram repassados na terça-feira, 19 de maio de 2026, ao proprietário do terreno e à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará. A Secretaria poderá avaliar a necessidade de medidas ou orientações sobre aspectos ambientais relacionados à descoberta.

A localidade onde o petróleo foi encontrado fica a aproximadamente 11 quilômetros do bloco de exploração mais próximo. A ANP, órgão responsável pela regulação e fiscalização de toda a cadeia de exploração de petróleo no Brasil, inicia estudos após notificações sobre possíveis jazidas. O processo de descoberta e exploração comercial pode ser longo, envolvendo a divisão de áreas em blocos, leilões para empresas, instalação de operações e obtenção de licenças ambientais.

A ANP instaurou um processo administrativo para analisar a viabilidade de exploração da área. A agência ressalta que não há um prazo definido para a conclusão desta avaliação técnica e que a exploração comercial não é garantida. Caso a exploração se concretize no futuro, o agricultor Sidrônio Moreira poderá ter direito a receber até 1% do valor da produção, um potencial benefício que reflete a importância da descoberta para sua vida e para a economia local.

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