ALÍVIO NO BOLSO
ANP confirma 2ª queda do diesel S-10 e alivia bolso do brasileiro
Litro médio recuou R$ 0,11 na semana passada, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP); o acumulado de redução chega a R$ 0,20 em duas semanas, trazendo fôlego ao consumidor.
Após um pico no início do mês, o preço do diesel S-10 registrou sua segunda queda consecutiva nos postos brasileiros, trazendo um respiro para motoristas e para a cadeia de transporte. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) confirmou, nesta terça-feira, 28/04/2026, que o litro médio foi comercializado a R$ 7,38 na semana passada. Essa redução, de R$ 0,11, é impulsionada pela importação de combustível a preços mais acessíveis por empresas privadas, mitigando parte do impacto do cenário geopolítico global sobre a dignidade financeira de milhões de brasileiros.
No acumulado das últimas duas semanas, a redução alcança R$ 0,20 por litro, conforme apuração da Folha de São Paulo. Este movimento reflete primariamente a entrada de diesel importado com valores mais competitivos no mercado nacional, e não os efeitos da subvenção governamental implementada para atenuar as oscilações de preço intensificadas pelo conflito no Irã.
O cenário de tensão, que incluiu o fechamento do estratégico estreito de Ormuz – por onde transita um quinto da produção global de petróleo –, catapultou os preços do combustível. Antes dos primeiros confrontos entre Israel e Estados Unidos contra o Irã, o diesel S-10 custava cerca de R$ 6,10 nos postos, um patamar significativamente mais baixo, R$ 1,28 abaixo do valor registrado na semana passada.
Para tentar estabilizar a escalada dos custos, o governo federal anunciou a isenção de impostos federais de R$ 0,32 por litro e estabeleceu uma subvenção que partiu de R$ 0,32 e foi ampliada para R$ 1,52 por litro em abril, com a adesão dos estados. Contudo, a adesão das distribuidoras tem sido gradual. A Vibra Energia, maior player do país, aderiu ao programa somente em 10 de abril, após a elevação do benefício. Enquanto isso, Raízen e Ipiranga ainda não participam do esquema.
O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, expressa que os efeitos da subvenção ainda não são perceptíveis nos preços finais para o consumidor. A baixa participação de agentes no período inicial do programa e o adiamento do pagamento às empresas, inicialmente previsto para 15 de abril e postergado para o fim do mês por medida provisória, explicam, em parte, essa lacuna.
Esta diminuição nas bombas acompanha uma queda de R$ 0,18 por litro nos preços praticados por produtores e importadores privados nas últimas duas semanas. A Petrobras manteve os valores em suas refinarias. No entanto, a ANP aprovou, na última sexta-feira, 24/04/2026, uma alteração no teto de preço para refinarias que processam petróleo nacional, resultando em um aumento de aproximadamente R$ 0,05 por litro. Esta medida adiciona uma camada de complexidade ao cenário futuro de preços, que poderá impactar o bolso do consumidor nos próximos dias.
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