INFRAESTRUTURA ENERGÉTICA INTERNACIONAL

Andritz firma parceria com Enlaza para fortalecer rede elétrica na Colômbia

Instalações industriais da Andritz onde serão produzidos os compensadores síncronos.
Equipamentos de alta tecnologia serão produzidos em Araraquara para modernizar o sistema elétrico do Caribe colombiano.

Fabricante austríaca produzirá em Araraquara equipamentos que garantem estabilidade e integram fontes renováveis ao sistema elétrico colombiano.

A empresa austríaca Andritz oficializou um acordo estratégico com a Enlaza, braço de transmissão do GEB (Grupo Energía Bogotá), para o fornecimento de cinco compensadores síncronos destinados à Colômbia. A decisão, tornada pública em 13/07/2026, visa assegurar a estabilidade da rede elétrica e facilitar a integração de energias renováveis no Caribe colombiano, garantindo maior segurança energética para a população local.

Os dispositivos serão fabricados na unidade da companhia em Araraquara, SP. Embora os valores financeiros não tenham sido abertos ao mercado, a Andritz classificou o montante como sendo da ordem de dezenas de milhões de euros, com contabilização prevista para o segundo trimestre de 2026.

Tecnicamente, os compensadores síncronos atuam no controle da tensão e na inibição de oscilações na rede. Com o avanço da participação das fontes eólica e solar na matriz energética, esses equipamentos tornam-se essenciais para mitigar instabilidades e oferecer a inércia necessária ao sistema de transmissão.

Dieter Hopf, CEO da Andritz Hydropower Brasil, ressaltou que a iniciativa amplia a trajetória da empresa no país, onde já modernizou mais de 7.000 MW de capacidade hidrelétrica. O escopo do contrato abrange não apenas as máquinas, mas todo o sistema associado, incluindo transformadores, cubículos de média tensão e tecnologias de automação e proteção.

O movimento sinaliza um momento de reaquecimento para a indústria nacional de equipamentos. Após um período de baixa demanda, a Andritz tem consolidado novas parcerias, como as recentes tratativas com a Copel e a Áxia, aproveitando o novo cenário de leilões de transmissão e reserva de capacidade para retomar o fôlego produtivo.

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