MEDIUNIDADE E CONSCIÊNCIA

André Macedo lança livro sobre mediunidade como autoconhecimento

André Macedo em entrevista sobre seu novo livro.
André Macedo, autor do livro "Mediunidade de Transporte – A Mediunidade do Século"

Obra 'Mediunidade de Transporte – A Mediunidade do Século' aborda o tema sob a ótica do desenvolvimento pessoal e científico. Pré-lançamento neste sábado, 20.

O escritor, arquiteto e engenheiro civil André Macedo lança o livro “Mediunidade de Transporte – A Mediunidade do Século”. A obra explora experiências pessoais e conceitos sobre espiritualidade, abordando temas como consciência, comportamento humano e saúde mental. O pré-lançamento está marcado para este sábado, 20 de junho de 2026, às 15h, no Lar de Seu Luiz. O lançamento oficial ocorrerá em 24 de setembro, durante o evento Renova 360, no Teatro Riachuelo, em Natal.

Em entrevista concedida ao Jornal da Cidade, da 94 FM Natal, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, André Macedo explicou que a mediunidade é uma capacidade intrínseca a todos os seres humanos.

André Macedo em entrevista sobre seu novo livro.
André Macedo, autor do livro "Mediunidade de Transporte – A Mediunidade do Século"

“A mediunidade é uma faculdade, mas também pode ser considerada um sentido adicional que possuímos, um sentido que todos os seres humanos têm”, declarou.

O autor descreveu a mediunidade como uma forma ampliada de percepção, uma sensibilidade aguçada às energias e influências ao redor.

“É como se fosse uma sensibilidade maior às coisas que estão ao nosso redor. É uma percepção um pouco mais aprofundada daquilo que nos circula, daquilo que a gente sente, das coisas que a gente sente no corpo”, detalhou.

Segundo Macedo, a mediunidade pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento da consciência individual, atuando como uma ponte para a conexão com aspectos superiores.

“Muitas vezes nós estamos desconectados com nossa espiritualidade, com nossos erros superiores, e a mediunidade é um caminho excelente, uma ponte maravilhosa para que a gente consiga chegar nessas questões que nos trazem vazios, que nos trazem algumas inquietações. A mediunidade é apenas um sentido a mais, além dos cinco que a gente já conhece.”

Ao ser questionado sobre a universalidade da mediunidade, André Macedo confirmou: “Absolutamente todos nós temos mediunidade em níveis diferentes. Algumas pessoas são mais ostensivas, algumas pessoas sentem mais, são mais sensíveis, outras não.”

A obra investiga a evolução do conceito de “mediunidade de transporte”, originalmente definido por Allan Kardec. Macedo explica que a noção original, ligada à captação de energias do plano espiritual, deu lugar a uma interpretação contemporânea focada no deslocamento de consciências.

“Assim que o Espiritismo foi promulgado através de Allan Kardec, trouxe uma definição que é a mediunidade de transporte como aporte de coisas, como você trouxesse coisas do além para si. E esse tipo de mediunidade foi sendo escasso ao longo dos séculos, ao longo dos anos”, relatou.

“Hoje a mediunidade de transporte é vista como um resgate a almas, a entidades, ou pessoas, resgate a consciências, para que se transporte de um nível de consciência a outro.”

O livro compila relatos pessoais e experiências de Macedo em atendimentos espirituais, destacando a relevância da transferência de consciência.

“Essa é a definição que a gente traz no livro e explica alguns processos, alguns casos que aconteceram comigo e aconteceram, obviamente, ao longo da nossa trajetória como atendente, como médium, como hipnoterapeuta. A gente vê muita coisa em relação a essa transferência de consciência.”

O subtítulo, “A Mediunidade do Século”, reflete a visão de Macedo sobre o momento atual da humanidade, caracterizado por uma transição planetária que demanda maior consciência.

“Porque a gente está vivendo, vamos dizer assim, os últimos minutos de uma transição planetária, de uma mudança de categoria de terra para uma terra mais regenerada. E nunca a terra precisou tanto de pessoas conscientes.”

A obra visa estimular a reflexão sobre presença e consciência, associando a mediunidade a questões contemporâneas como o uso excessivo de telas e a ansiedade, que podem diminuir a percepção individual.

Macedo, que também é estudante de Psicologia, enfatiza que o livro não substitui tratamentos convencionais, mas integra a formação acadêmica ao processo de elaboração da obra, seguindo uma orientação espiritual para aprofundar o entendimento da psique humana.

A abordagem do livro transcende o público religioso, sendo voltada para qualquer pessoa interessada em compreender melhor os processos internos e as sensibilidades humanas.

“Eu venho falando que o livro não é só para religiosos. Mas para todo mundo que quer entender um pouquinho das coisas que se passam no próprio corpo”, ressaltou.

O objetivo final é promover um diálogo mais integrado entre psicologia, psiquiatria e as diferentes manifestações de sensibilidade humana.

“Hoje o nosso desafio é fazer esse link entre a psicologia, a psiquiatria, o behaviorismo, os comportamentos, e essas sensibilidades a mais que estão aí para que a gente consiga colocar uma lente em cima.”

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