DESAFIO NA EDUCAÇÃO
Analfabetismo no Amazonas cai, mas cresce 13% entre idosos
Apesar da redução geral de analfabetos no estado, número de idosos sem saber ler ou escrever aumentou. Brasil registra menor taxa histórica.
O Amazonas registrou uma queda significativa no número de pessoas analfabetas nos últimos nove anos, uma conquista importante para a educação no estado. Contudo, a análise revela um contraponto preocupante: um aumento de 13,3% no número de idosos com 60 anos ou mais que não sabem ler e escrever. Em 2016, eram 60 mil nessa condição, um número que saltou para 68 mil em 2025. Essa disparidade exige atenção, pois afeta a dignidade e a autonomia de uma parcela da população que muitas vezes enfrenta barreiras adicionais para acessar o aprendizado.
Apesar do crescimento entre a população idosa, o número geral de analfabetos no estado, considerando pessoas com 15 anos ou mais, apresentou uma redução expressiva de cerca de 22%. Os dados indicam que o total de analfabetos diminuiu de 173 mil para 135 mil no período. Essa diminuição reflete o sucesso de iniciativas de combate ao analfabetismo, impactando positivamente a vida de milhares de amazonenses.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre os amazonenses com 15 anos ou mais atingiu 5,7%. Essa marca posiciona o estado de forma intermediária na Região Norte, com índices menores que Pará (6,2%) e Acre (8,9%), mas superiores aos do Amapá (4,5%).

O cenário muda drasticamente ao analisar especificamente a população idosa. Entre os moradores do Amazonas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo alcança 15,2%. Isso significa que aproximadamente um em cada seis idosos no estado não possui a habilidade básica de ler ou escrever um texto simples, um dado que ressalta a urgência de programas educacionais voltados para essa faixa etária, garantindo inclusão e dignidade.
A redução geral do analfabetismo ocorreu de forma mais acentuada entre as gerações mais jovens. Por exemplo, entre pessoas com 18 anos ou mais, o número de analfabetos caiu de 170 mil para 134 mil entre 2016 e 2025. Similarmente, nas faixas etárias de 25 anos ou mais, o total regrediu de 163 mil para 129 mil. E entre moradores com 40 anos ou mais, a queda foi de 132 mil para 117 mil, demonstrando um avanço na alfabetização ao longo do tempo.
Cenário Nacional
Em âmbito nacional, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais atingiu 4,9% em 2025. Este índice representa a menor taxa registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em 2016, marcando um avanço histórico ao ficar pela primeira vez abaixo de 5%.
O levantamento do IBGE também evidencia disparidades regionais significativas. Enquanto as regiões Sul e Sudeste exibem os menores índices de analfabetismo, estados do Nordeste ainda enfrentam desafios maiores, necessitando de políticas públicas focadas para a universalização da educação básica.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário