DIPLOMACIA COMERCIAL ESTRATÉGICA

Amcham e CNI pedem solução negociada sobre tarifas entre Brasil e EUA

Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos lado a lado em contexto de diplomacia comercial.
Representantes da indústria buscam diálogo para evitar tarifas comerciais entre as duas nações.

Entidades dos dois países buscam evitar sobretaxas de 25% em produtos brasileiros, propondo cooperação em setores vitais para a economia.

A Amcham e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) formalizaram um pedido conjunto aos governos do Brasil e dos EUA por uma solução negociada que impeça a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A solicitação, enviada em 09/07/2026, visa proteger a estabilidade das relações comerciais e evitar impactos econômicos negativos que atingiriam diretamente empresas, trabalhadores e consumidores de ambas as nações.

O ofício, que também conta com a assinatura da U.S. Chamber of Commerce, argumenta que o caminho da diplomacia é superior à imposição de barreiras, defendendo que o diálogo é essencial para preservar a saúde financeira do setor produtivo. A iniciativa busca mitigar os riscos atrelados à seção 301 do governo americano, processo que pode resultar em tarifas punitivas de 25% contra itens brasileiros sob a justificativa de supostos prejuízos a companhias dos Estados Unidos.

O documento foi endereçado aos ministros Marcio Elias Rosa (Desenvolvimento) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). No governo americano, o pleito foi entregue ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao representante comercial Jamieson Greer, responsável pela condução do processo tarifário.

Para as entidades, a estratégia de cooperação deve ocorrer em etapas. Inicialmente, o foco reside na ampliação do acesso a mercados, somada a avanços em regulação, propriedade intelectual e minerais críticos. Em uma fase posterior, a agenda propõe expandir as discussões para temas como resiliência de cadeias produtivas, segurança energética e economia digital.

"Ao avançar em questões imediatas e depois ampliar a agenda para oportunidades estratégicas de longo prazo, ambos os governos fortalecerão a confiança e a competitividade", sustentam as associações, destacando que essa abordagem é fundamental para estabelecer bases duradouras para a cooperação econômica entre Brasil e EUA.

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