DIPLOMACIA E ECONOMIA

Lula e Xi Jinping debatem cooperação em terras-raras e parceria bilateral

Foto de arquivo mostrando Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping em reunião oficial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping durante encontro anterior na China.

Os presidentes dialogaram sobre minerais críticos e a aceleração do acordo Mercosul-China. A nota oficial do Itamaraty silenciou sobre a sobretaxa na carne bovina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve contato telefônico com o líder chinês Xi Jinping para discutir a cooperação estratégica entre Brasil e China. A conversa, que se estendeu por mais de uma hora neste domingo (26.jul.2026), abordou o aprofundamento dos laços bilaterais, além de temas sensíveis da agenda global, como a governança da ONU (Organização das Nações Unidas) e os conflitos no Oriente Médio.

Este diálogo ganha relevância em um momento de pressão econômica externa, marcada pelo recente aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Embora o comunicado oficial do Itamaraty não cite os EUA, o foco na cooperação sobre minerais críticos e IA (inteligência artificial) sinaliza um movimento pragmático. O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial de terras-raras, torna-se um ator central na disputa tecnológica entre Washington e Pequim, que buscam assegurar suprimentos estratégicos para suas indústrias.

A pauta também incluiu o desejo brasileiro de acelerar o acordo Mercosul-China, proposta que recebeu receptividade positiva de Xi Jinping. A medida é vista como um passo importante para a integração comercial, impactando diretamente as cadeias de exportação nacional.

Sobre a iminente sobretaxa de 55% que deve incidir sobre a BOVINA TAXADA exportada pelo Brasil, o governo brasileiro manteve uma postura diplomática contida. A nota oficial apenas mencionou os resultados positivos do comércio bilateral, omitindo negociações diretas para evitar o encargo.

Dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) confirmam que o país já exauriu a cota de exportação estabelecida por Pequim em dezembro passado, aguardando apenas o processamento alfandegário para a aplicação das novas tarifas.

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