INVESTIGAÇÃO SOBRE INFLUENCERS
Alvo da PF em operação, Thiago Miranda detém título de Cidadão Benemérito de Brasília
Publicitário vinculado a Daniel Vorcaro é investigado por atacar o Banco Central; honraria foi concedida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal concedeu o título de Cidadão Benemérito de Brasília ao publicitário Thiago Miranda em fevereiro de 2025. A distinção, que reconhece cidadãos por serviços relevantes ao desenvolvimento social e cultural da capital, ganha novos contornos após o empresário tornar-se o único alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira, 09/07/2026.
A concessão da honraria foi proposta pelo deputado Pepa (PP), que ocupava a liderança do governo Ibaneis Rocha (MDB) no período. A medida levanta debates sobre os critérios para a outorga de títulos de relevância pública, diante das graves suspeitas que pesam sobre o homenageado.
Investigadores da Polícia Federal apuram a formação de uma organização criminosa que teria como objetivo intimidar jornalistas, monitorar pessoas ligadas a autoridades e acessar informações sigilosas de forma ilícita. O foco central da apuração envolve a suposta coordenação de uma campanha difamatória contra o Banco Central durante o processo de liquidação do Banco Master.
Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi, e sócio do portal de notícias Léo Dias, nega as irregularidades. Em depoimento prestado à Polícia Federal em 10 de março de 2026, ele declarou que suas ações visavam apenas a reconstrução reputacional da imagem do proprietário do Banco Master.
O caso ganhou repercussão após denúncias de que influenciadores digitais teriam recebido pagamentos vultosos para disseminar ataques coordenados. Relatos indicam propostas de contratos que superariam a marca de R$ 188 mil por pacotes de conteúdo. A investigação segue em curso e, por envolver procedimentos criminais de natureza sigilosa, o desenrolar das medidas cautelares permanece sob estrita análise do Judiciário, cabendo os recursos previstos em lei.
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