FUTURO EM DEBATE

Álvaro Dias reacende debate sobre federalização da UERN

Álvaro Dias reacende debate sobre federalização da UERN

A análise do ex-prefeito Álvaro Dias (PL) sobre a sustentabilidade financeira da UERN reacendeu o debate sobre o futuro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. A discussão envolve a segurança orçamentária da instituição, o fortalecimento da educação básica no Estado e a valorização profissional de seu corpo docente e discente. As reações políticas são intensas, com a deputada Isolda Dantas (PT) defendendo a autonomia da Universidade em sessão plenária nesta terça-feira, 12 de maio de 2026.

A discussão sobre a federalização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) ganhou novo fôlego após uma análise do ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo, Álvaro Dias (PL). A avaliação, que apontou dificuldades financeiras do Estado em manter a instituição, reabriu o debate sobre a sustentabilidade e o futuro da UERN, reacendendo um tema crucial para a educação superior potiguar. A iniciativa de Dias, embora sem propostas formais, gerou reações políticas intensas, como a manifestação da deputada Isolda Dantas (PT) nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, que defendeu veementemente a autonomia da Universidade.

Para além da retórica política e da “guerra de narrativas” que se estabeleceu, surge uma pergunta pragmática que o Rio Grande do Norte precisa encarar com seriedade: qual seria, de fato, o impacto de uma eventual federalização da UERN?

A UERN é um patrimônio histórico do interior potiguar, desempenhando um papel fundamental na capilarização do ensino superior e na transformação de milhares de vidas. Contudo, o Governo do Estado vive um cenário fiscal combalido, lutando para cumprir o piso nacional da educação e garantir investimentos básicos em áreas essenciais como saúde e segurança. De acordo com a Constituição de 1988, o ensino superior é, prioritariamente, uma responsabilidade da União, o que adiciona peso ao questionamento sobre a gestão estadual da instituição.

Ao manter uma estrutura robusta com campi em Mossoró, Natal e diversas regiões, o Estado assume um custo que, para muitos analistas, asfixia outras áreas educacionais prioritárias. A federalização, longe de significar um “desmonte”, poderia ser a tábua de salvação da instituição, garantindo-lhe um futuro mais estável e digno.

Para o corpo docente e discente, a migração para a esfera federal poderia significar benefícios tangíveis: 1) Segurança Orçamentária: O orçamento federal para universidades, gerido pelo MEC, é consideravelmente mais resiliente do que as oscilações da receita estadual potiguar, oferecendo maior previsibilidade e capacidade de investimento; 2) Fortalecimento da Pesquisa: Acesso ampliado a editais nacionais e recursos para infraestrutura laboratorial, impulsionando a produção científica; e 3) Valorização Profissional: Alinhamento com as carreiras das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), historicamente mais estáveis e com melhores planos de carreira.

Um dos argumentos mais sólidos para este debate é a priorização do ensino básico. Se o Estado fosse desonerado da folha da UERN, teria margem fiscal para atacar o problema crônico dos baixos índices do IDEB no ensino fundamental e médio. É dever do Estado focar no fortalecimento da educação básica e auxiliar as prefeituras no ensino fundamental, um desafio que a atual carga da UERN dificulta.

A resistência ideológica à federalização ignora que o Rio Grande do Norte precisa de um choque de gestão em sua educação. Transformar a UERN em uma nova universidade federal não apaga sua história; pelo contrário, garante que ela continue existindo com a dignidade e o fôlego financeiro que a Governadoria, atualmente, tem dificuldades em oferecer. O debate é necessário, e o eleitor merece mais do que apenas ataques políticos: merece soluções concretas para um estado que não pode mais esperar pelo progresso educacional.

Notas da Coluna Conversa Livre

UERN

Nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a deputada Isolda Dantas (PT) mostrou todo o seu radicalismo na sessão plenária: “Não mexam com a UERN, a UERN é nossa, a UERN é para ser fortalecida, é para fazer o que a governadora Fátima fez: dar autonomia”.

UERN 2

Depois desses gritos estridentes da deputada Isolda, alguém poderia ter perguntado: “E aí, quando o estado não tiver dinheiro, o que será feito com a UERN?”

INTERNACIONAL

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean-Paul Prates, participará nesta quinta-feira, 15 de maio de 2026, do painel “Energia Eólica em terra e mar e a eletrificação da economia” no São Paulo Innovation Week.

DESTAQUE

Na ocasião, Jean-Paul destacará o papel estratégico do chamado Brasil Equatorial, faixa territorial que vai do Nordeste Setentrional ao Norte Oriental do país e concentra alguns dos maiores potenciais mundiais de energia renovável.

PARTICIPAÇÃO

Ao lado de Elbia Gannoum (ABEEólica) e Roberta Cox (GWEC), o ex-presidente da Petrobras também defenderá maior investimento em transmissão, armazenamento de energia, digitalização do sistema elétrico e modernização para evitar desperdício de energia renovável no país.

HOMENAGEM

O deputado Ubaldo Fernandes (PV) prestou homenagens ao Sistema Fecomercio e deixou registrado que “O SESC e o SENAC são instituições de credibilidade, que transformam vidas através da educação, da qualificação profissional, da assistência social, da cultura e do lazer”.

SERIDÓ

O Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu encontro político no Seridó, realizado em Currais Novos, com as presenças de Cadu Xavier, pré-candidato ao governo, de Samanda Alves, pré-candidata ao Senado e da Governadora Fátima Bezerra.

RAFAEL

Enquanto o PT reunia todos os seus principais candidatos a cargos majoritários, prestigiado por vários prefeitos e vereadores da região Seridó, os organizadores petistas esqueceram de convidar o pré-candidato ao Senado, na mesma chapa, Rafael Motta (PDT).

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