IMIGRAÇÃO E SOLIDARIEDADE

Alunos de professor brasileiro preso pelo ICE nos EUA pedem liberdade

Imagem ilustrativa do professor brasileiro Thiago Brito durante aula de jiu-jítsu.
Thiago Brito é professor de jiu-jítsu nos EUA e foi detido por agentes de imigração.

Thiago Brito foi detido em aeroporto da Pensilvânia e aguarda audiência de custódia; campanha online busca recursos para sua defesa jurídica.

Uma campanha de solidariedade liderada por crianças e adolescentes mobiliza a comunidade da Pensilvânia em prol da soltura de um instrutor de jiu-jítsu brasileiro. Thiago Brito, de 34 anos, foi detido pelo ICE, a polícia de imigração dos EUA, no último dia 24, no Aeroporto Internacional da Filadélfia, por irregularidades na documentação de permanência no país.

O atleta, natural de São Paulo e premiado internacionalmente ao longo de duas décadas de carreira, foi interceptado enquanto embarcava para Orlando, na Flórida. O objetivo da viagem era acompanhar seus alunos no Pan Kids, um dos campeonatos mais prestigiados da modalidade. Sua detenção ocorreu em um cenário de fiscalização rigorosa nos aeroportos americanos, onde o ICE atua em colaboração com o TSA, a agência de segurança aeroportuária, para identificar imigrantes com vistos vencidos.

A notícia da prisão gerou um movimento de apoio imediato por parte de seus estudantes e familiares, que descrevem o treinador como uma figura paterna e essencial para a comunidade local. Por meio de cartas, desenhos e relatos compartilhados nas redes sociais, os jovens pedem o retorno do mestre. Rhianon Kearns, mãe de um dos alunos, destacou a importância de Thiago para a formação das crianças: "Ele está com nossos filhos seis dias na semana pelos últimos cinco anos. Fez mais para essa comunidade do que a maioria que nasceu aqui".

Atualmente, o brasileiro está custodiado no Moshannon Valley, um centro de detenção em Philipsburg, após ter sido transferido do FDC Filadélfia. Identificado na unidade como detento de baixa periculosidade, ele aguarda audiência de custódia para definir seu futuro legal. Enquanto isso, uma campanha de arrecadação online já soma mais de US$ 28 mil para cobrir os honorários da defesa, buscando atingir a meta de US$ 35 mil.

Thiago reside nos EUA há dez anos e entrou no país com visto de categoria B2, que permite permanência máxima de seis meses. Familiares relatam que o brasileiro já tentou regularizar sua situação laboral sem sucesso. Até o momento, o ICE não respondeu aos questionamentos sobre a acusação formal ou as condições específicas do detento, que aguarda por desdobramentos judiciais.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário