JUSTIÇA E PUNIÇÃO

Alexandre de Moraes ordena execução imediata de penas no caso Marielle

Edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
Fachada do STF em Brasília.

Ministro do STF decreta trânsito em julgado para os cinco condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, encerrando manobras protelatórias.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início imediato do cumprimento das penas impostas aos cinco homens condenados pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018. A medida, oficializada em 14 de julho de 2026, visa assegurar a efetividade da prestação jurisdicional e o encerramento definitivo de um capítulo marcado pela violência política no Rio de Janeiro.

A decisão foi fundamentada no trânsito em julgado da ação penal, decretado em 13 de julho de 2026, após o magistrado classificar os últimos recursos apresentados pelas defesas como meramente protelatórios. Com o fim das possibilidades de apelação, o Estado impõe a sanção definitiva, buscando restaurar a dignidade das famílias das vítimas e o império da lei.

Conforme sentenciado pela Primeira Turma do STF em fevereiro, Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mentores intelectuais, receberam penas de 76 anos e três meses de prisão. Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, foi condenado a 18 anos, enquanto Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca receberam penas de 56 e 9 anos, respectivamente.

Com exceção de Chiquinho Brazão, que seguirá em prisão domiciliar por 90 dias devido a condições graves de saúde, sob monitoramento eletrônico, os demais detentos devem ser transferidos para unidades de segurança máxima. Domingos Brazão cumprirá pena no presídio Constantino Cokotós; Rivaldo Barbosa será mantido no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Bangú; e Ronald Pereira será transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

O crime, motivado por disputas políticas e econômicas na Zona Oeste do Rio de Janeiro, teve como pano de fundo a resistência da vereadora Marielle Franco contra a grilagem de terras, tema que impacta diretamente a organização social e urbana da região. A decisão reafirma o compromisso do STF com o combate à impunidade em delitos de alta complexidade.

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