ACORDO NO HORIZONTE

Alckmin garante resposta brasileira à UE em 15 dias

Alckmin garante resposta brasileira à UE em 15 dias

Brasil se compromete com esclarecimentos técnicos para destravar o maior acordo entre blocos do mundo, focado em questões ambientais e sanitárias.

O Governo brasileiro, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, comprometeu-se a fornecer uma resposta abrangente à União Europeia sobre as questões comerciais e os desafios ambientais e sanitários que permeiam as negociações do acordo Mercosul-UE. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira, 13/05/2026, com o prazo de 15 dias para a apresentação dos esclarecimentos técnicos, crucial para destravar o maior acordo entre blocos comerciais do mundo e garantir a expansão das oportunidades para o agronegócio e a economia nacional.

Alckmin revelou que o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, representante do Brasil junto à Comissão Europeia, já participou de um encontro com autoridades europeias. A próxima etapa, dentro do período de duas semanas, envolverá a entrega de todas as informações técnicas solicitadas pela UE. O vice-presidente minimizou as tensões inerentes às transações internacionais, assegurando que o impasse atual se encaminha para uma resolução positiva.

O vice-presidente reconheceu que as relações comerciais são frequentemente dinâmicas e exigentes. Ele mencionou desafios passados com os Estados Unidos, como o 'tarifaço' e a 'seção 301', mas destacou a resiliência do Brasil na gestão dessas questões. 'Essa relação comercial é sempre sem monotonia, sempre estressante. Tivemos nos Estados Unidos, com o tarifaço, a sessão 301 ainda nos preocupa, mas está bem equacionado, bem encaminhado', declarou.

Alckmin também enfatizou o recente ímpeto do Mercosul na celebração de acordos comerciais, um avanço significativo após mais de uma década de estagnação. 'O Mercosul não fazia acordo há mais de uma década. Fizemos acordo com Singapura, com EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. Agora a União Europeia, que é o maior acordo entre blocos do mundo', pontuou.

Ele explicou que a Europa manifestava preocupações, especialmente em relação à sustentabilidade ambiental e às normas sanitárias do agronegócio brasileiro. Contudo, o texto do acordo foi aprimorado com 'salvaguardas' robustas, que garantem a proteção dos interesses de ambas as partes.

O vice-presidente defendeu veementemente a qualidade do sistema sanitário brasileiro, reafirmando o Brasil como um modelo global em produção agropecuária. 'Nós somos um exemplo para o mundo de cuidados sanitários, tanto de proteína animal quanto de proteína vegetal', afirmou, reforçando a seriedade e o compromisso do país com padrões internacionais.

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