RENOVAÇÃO NO JUDICIÁRIO

Alckmin defende mandatos fixos para STF

Geraldo Alckmin, vice-presidente, em pose séria durante uma entrevista.
Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, durante entrevista.

Proposta do vice-presidente Geraldo Alckmin visa renovar a Corte em meio a debate sobre confiança e reforma judicial. Pesquisa RealTime Big Data mostra 55% de desconfiança na instituição.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) abriu o debate sobre o futuro do Judiciário ao defender, nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, a adoção de mandatos fixos para ministros do STF. A proposta, que substituiria o modelo de vitaliciedade até os 75 anos, visa promover a renovação da Corte e se insere no contexto de uma reforma mais ampla, vista como essencial para restaurar a confiança pública em um período de intensa pressão sobre o tribunal.

Alckmin expressou sua posição em entrevista à GloboNews, um ponto crucial em meio à discussão nacional sobre uma possível reforma do Judiciário. Ele argumenta que a fixação de mandatos oferece um "bom caminho" para a renovação da Corte, permitindo que novos juristas contribuam ao País após o cumprimento de um período determinado.

“Cumpre o mandato, prestou serviço ao País; substitui, coloca outro. Acho que é um bom caminho”, afirmou o vice-presidente, reforçando a ideia de que a mudança poderia trazer mais dinamismo à mais alta instância da justiça brasileira.

O debate sobre mandatos no STF surge em meio ao crescente desgaste da Corte, que tem sido alvo de críticas por diversos setores políticos e enfrenta questionamentos contínuos sobre sua atuação. Este cenário impulsionou discussões sobre mudanças no Judiciário, com propostas vindas até mesmo de membros da própria Corte.

O ministro Flávio Dino, por exemplo, tem se manifestado publicamente a favor de uma reforma judicial mais abrangente. Já o presidente do STF, Edson Fachin, propôs um código de ética para os integrantes da Corte, buscando fortalecer a credibilidade institucional do tribunal.

A questão da confiança no Judiciário não é meramente institucional; ela toca diretamente na percepção de justiça do cidadão comum e na estabilidade democrática do País. Dados recentes de uma pesquisa do RealTime Big Data revelam que 55% dos entrevistados afirmam não confiar no STF, enquanto 36% dizem confiar e 9% não souberam ou preferiram não responder. Essa realidade confere urgência à busca por soluções. O tema também tem sido explorado no cenário político e eleitoral, com diferentes grupos defendendo mudanças na estrutura e no funcionamento do Judiciário, em busca de uma reconexão da Corte com a sociedade e o fortalecimento da crença de que a justiça é acessível e imparcial para todos.

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