PRERROGATIVAS PROFISSIONAIS VIOLADAS

Advogado denuncia agressão policial após recusa de carteira digital da OAB em SP

Imagem da fachada da sede da OAB e viatura da Polícia Militar em ambiente urbano.
O advogado Marco Antônio de Souza afirma ter sido agredido após agentes rejeitarem sua identificação digital em Ribeirão Preto.

Marco Antônio de Souza alega ter sido detido após agentes da Polícia Militar questionarem a validade de sua identificação digital e mencionarem o uso de IA.

Um advogado teve seus direitos profissionais questionados durante uma abordagem policial em Ribeirão Preto (SP), resultando em um confronto que terminou em prisão e denúncias de agressão. O incidente, ocorrido em 09/07/2026, teve início quando a equipe da Polícia Militar recusou a carteira digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentada pelo profissional, sob a justificativa de que o documento digital seria uma montagem feita por IA.

O episódio aconteceu na Rua Rio Formoso, situada no bairro Ipiranga, enquanto o advogado acompanhava um cliente. Segundo o relato de Marco Antônio de Souza, de 46 anos, a discussão escalou quando os agentes insistiram na necessidade de apresentação do documento físico, ignorando a validade legal da versão digital emitida pela Ordem dos Advogados do Brasil.

A versão apresentada pelos agentes da Polícia Militar, registrada em boletim de ocorrência, aponta para supostos crimes de desacato e resistência, afirmando que o profissional teria sido detido por conduta desrespeitosa e que não teria se identificado inicialmente. A corporação sustenta, ainda, que as lesões sofridas pelo advogado teriam sido causadas por uma queda fortuita durante a detenção.

Marco Antônio de Souza contesta categoricamente a versão oficial e descreve uma abordagem violenta, na qual teria sido mantido imobilizado no solo. O profissional buscou atendimento em um hospital particular após alegar impossibilidade de realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) local.

A Polícia Militar confirmou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes envolvidos. A expectativa recai sobre a análise das gravações das câmeras corporais, que deverão esclarecer a dinâmica da abordagem. A OAB acompanha o desdobramento do caso, ressaltando que, caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder nas esferas administrativa e criminal.

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