VIOLÊNCIA E INTOLERÂNCIA

Adolescente é apreendido por agredir mulher trans em São Miguel dos Campos

Fachada da delegacia e agentes da Polícia Civil em Alagoas durante apuração de crime de ódio.
Investigação da Polícia Civil em São Miguel dos Campos apura motivações de crime de ódio contra mulher trans.

Suspeito portava tatuagem de suástica e a agressão foi filmada. Polícia Civil investiga possível vínculo do jovem com grupos de supremacia branca.

A Polícia Civil de Alagoas apreendeu, nesta quinta-feira, 09 de julho de 2026, um adolescente de 16 anos acusado de agredir uma mulher trans, de 43 anos, em uma praça pública na cidade de São Miguel dos Campos. O ato infracional, equivalente a lesão corporal e discriminação, foi motivado por transfobia, segundo depoimento da vítima e investigações preliminares, reforçando a urgência no enfrentamento à violência contra grupos vulneráveis.

A ação foi registrada em vídeo pelo próprio grupo do suspeito. As imagens mostram o momento em que o adolescente profere socos e chutes contra a vítima, enquanto um comparsa documenta a agressão. O segundo rapaz, que acompanhava o agressor, também foi ouvido pela polícia e alegou desconhecimento sobre as intenções de ataque do colega.

O delegado Bruno Fernandes, à frente da 6ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), confirmou que o adolescente detido possui uma tatuagem de suástica, símbolo historicamente ligado ao nazismo. O celular do jovem foi apreendido para perícia, visto que há evidências de participação em grupos digitais que disseminam ideologias de supremacia branca e apologia ao ódio.

De acordo com o relato registrado na delegacia, a vítima caminhava em direção à residência de sua mãe, por volta das 22h do dia 09 de julho de 2026, quando foi abordada pelo suspeito, que usava um capuz para esconder o rosto. A mulher sofreu ferimentos nos braços e joelhos e declarou que tem sido alvo de perseguição sistemática por parte do infrator, que já possui histórico de condutas violentas.

A Secretaria Municipal da Mulher e dos Direitos Humanos de São Miguel dos Campos emitiu nota oficial repudiando o caso. O órgão classificou o episódio como um ataque à dignidade humana e cobrou rigorosa punição, reafirmando o compromisso de proteção à comunidade LGBTQIAPN+ contra investidas de grupos extremistas na região.

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