GASTO EM IA TRAVA ORACLE

Ações da Oracle caem com alto gasto em IA e planos de endividamento

Gráfico mostrando queda nas ações da Oracle.
Ações da Oracle (ORCL) sofrem com preocupações sobre gastos com Inteligência Artificial.

Gigante da nuvem anuncia planos de gastos de capital superiores ao esperado, levantando preocupações sobre custos e endividamento. Queda impacta setor europeu de TI.

As ações da Oracle registraram queda nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, após a gigante da nuvem anunciar planos de gastos de capital que superaram as expectativas. A decisão acendeu alertas sobre o aumento vertiginoso dos custos associados aos data centers de Inteligência Artificial (IA), ofuscando os resultados trimestrais positivos da empresa. A notícia impactou negativamente o setor europeu de Tecnologia da Informação (TI).

As ações da empresa, sediada em Austin, Texas, apresentaram recuo de 7,2% no pregão pré-mercado, com projeção de perda de mais de US$ 40 bilhões em valor de mercado caso a tendência se mantenha. O setor de TI europeu já enfrentava pressão após um rebaixamento de recomendação pelo UBS Global Wealth Management, com ações como SAP e Capgemini também sofrendo quedas significativas de 4,4% e 3,6%, respectivamente.

Em um cenário onde a Oracle busca acompanhar o ritmo de seus concorrentes diretos no mercado de hiperescala, o aumento de sua dívida e a pressão sobre seus fluxos de caixa levantam questionamentos sobre a viabilidade de retorno sobre esses investimentos maciços. A empresa revelou na noite de quarta-feira que projeta despesas de capital de até US$ 95 bilhões para o ano fiscal de 2027, com planos de arrecadar quase US$ 40 bilhões por meio de financiamento de dívida e capital nesse mesmo ano.

No ano fiscal de 2026, a Oracle investiu US$ 55,66 bilhões, ultrapassando a meta de US$ 50 bilhões. Essa movimentação segue um anúncio feito em fevereiro, quando a companhia sinalizou a intenção de levantar US$ 50 bilhões via venda de títulos e ações. A situação financeira da Oracle, que não dispõe de reservas expressivas nem gera fluxos de caixa volumosos para sustentar este ciclo de gastos intensivos, a torna mais dependente dos mercados para financiamento, o que parece gerar apreensão entre investidores quanto aos planos de captação adicional.

Por outro lado, analistas do J.P. Morgan consideram esses gastos um investimento necessário para impulsionar o crescimento da receita a longo prazo. A corretora aposta na demanda contínua como suporte ao otimismo dos investidores, desde que o negócio de nuvem da Oracle mantenha um ritmo de expansão superior ao das principais empresas de hiperescala. No entanto, o J.P. Morgan alerta para riscos de execução, incluindo a expansão de data centers, a gestão das reservas e o controle da crescente carga de endividamento.

O Morgan Stanley estima que a emissão global de dívida relacionada à IA mais que dobrará, atingindo cerca de US$ 570 bilhões em 2026. A previsão é que os gastos das hiperescaladoras ultrapassem US$ 1 trilhão até 2027, demonstrando a magnitude do investimento no setor.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário