SEGURANÇA NA ESCOLA
2ª Vara Federal prende mulher por ameaças na UFSM
Investigada descumpriu medidas cautelares e seguirá à disposição da Justiça. Ação busca prevenir ataques violentos em ambiente acadêmico.
Uma decisão da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento levou à prisão preventiva de uma mulher nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026. A Polícia Federal (PF) executou a detenção da investigada, suspeita de ameaçar integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, e que havia descumprido medidas cautelares. A ação visa, sobretudo, prevenir a execução de atos violentos e garantir a segurança de estudantes e servidores.
A ordem de prisão preventiva se deu porque a investigada falhou em cumprir restrições impostas anteriormente pela Justiça. Entre as proibições, estavam a de manter qualquer contato, seja presencial ou virtual, com membros da comunidade acadêmica e a exigência de comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades.
Segundo a PF, a investigação sobre o caso começou após o recebimento de um e-mail atribuído à mulher, no qual ela mencionava possíveis ameaças de assassinato. O descumprimento das medidas cautelares anteriores acionou a determinação da prisão preventiva.
Após a detenção, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o processo avança. A medida reforça o compromisso das autoridades em proteger a integridade e a tranquilidade no ambiente universitário, evitando a concretização de cenários de violência.
Alerta Nacional: Ataques em Escolas
Esta ação da PF acontece em um momento de crescente preocupação com a segurança em ambientes educacionais. Um dia antes, em terça-feira, 5 de maio de 2026, um ataque a tiros chocou o Instituto São José, uma escola conveniada ao Estado, no Centro de Rio Branco (AC). O incidente resultou na trágica morte de duas servidoras e feriu outras duas pessoas.
As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira e Raquel Sales Feitosa, ambas inspetoras da unidade. Além delas, uma funcionária e um aluno foram atingidos e receberam socorro, mas o estado de saúde deles não foi detalhado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pelo governo do Acre.
A Polícia Militar informou que o autor dos disparos é um estudante de 13 anos da própria escola, que utilizou uma arma pertencente ao padrasto. O padrasto foi detido para prestar esclarecimentos, e o adolescente foi apreendido imediatamente após o ataque.
Os tiros foram efetuados em um corredor que leva à sala da diretoria. Embora a motivação exata ainda esteja sob investigação, a hipótese de que o estudante enfrentava situações de bullying é um dos pontos apurados.
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