AVIAÇÃO LOW-COST

Governo quer atrair duas aéreas de baixo custo para o Brasil ainda neste ano

Ministro Tomé Costa em coletiva de imprensa sobre aviação.
Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Costa, detalha planos para atrair companhias aéreas de baixo custo.

Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Costa, anuncia negociações com companhias chilenas JetSMART e Sky Airline para voos domésticos. Objetivo é integrar mercado aéreo do Mercosul até setembro.

O governo federal trabalha para atrair ao menos duas companhias aéreas de baixo custo para operar no Brasil ainda neste ano. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Costa, as empresas em negociação são as chilenas JetSMART e Sky Airline. A decisão foi comunicada pelo próprio ministro, com o objetivo de fomentar a concorrência e democratizar o acesso ao transporte aéreo no país, uma demanda antiga por parte dos consumidores.

As companhias JetSMART e Sky Airline são reconhecidas por seu modelo de negócios focado em tarifas acessíveis. Atualmente, ambas realizam voos internacionais para o Brasil, mas ainda não oferecem operações domésticas. A iniciativa visa expandir o mercado aéreo nacional, oferecendo novas opções aos viajantes e impactando diretamente a economia e a mobilidade dos brasileiros.

A atração de companhias low-cost para o mercado nacional é um debate antigo. As negociações anteriores esbarraram na alta judicialização do setor e nas rigorosas obrigações regulatórias, especialmente em casos de atrasos ou cancelamentos de voos. O governo busca agora superar esses obstáculos para viabilizar a entrada dessas empresas.

Esta estratégia faz parte da proposta de criação de um mercado único da aviação no âmbito do Mercosul. O Ministério de Portos e Aeroportos planeja apresentar formalmente essa iniciativa em junho. A integração permitirá que empresas brasileiras operem livremente em outros países do bloco, e vice-versa, beneficiando a conectividade regional.

A expectativa é que os pontos do acordo sejam definidos até setembro. Após essa definição, serão necessários alguns meses adicionais para a regulamentação da medida, que promete revolucionar o setor aéreo brasileiro e trazer mais opções acessíveis aos passageiros.

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