AJUDA HUMANITÁRIA INTERNACIONAL

Governo envia 48 toneladas de leite em pó para socorrer Cuba

Avião da Força Aérea Brasileira em operação de transporte de alimentos.
Cuba recebe ajuda humanitária do Brasil

Operação logística da FAB entrega alimentos essenciais para mitigar crise de abastecimento provocada por instabilidades no sistema energético cubano.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o envio de 48 toneladas de leite em pó para Cuba, visando atenuar a grave crise de abastecimento que atinge a população local, em decisão oficializada nesta segunda-feira, 13/07/2026. A medida humanitária busca garantir a segurança alimentar em meio ao colapso do sistema elétrico cubano, intensificado por restrições impostas por Washington que limitam a importação de combustíveis essenciais para a operação de usinas termelétricas.

A logística de transporte está a cargo da FAB (Força Aérea Brasileira), que iniciou a operação às 14h10 desta segunda-feira, 13/07/2026, com a decolagem de uma aeronave da Base Aérea de Canoas (RS) transportando 16 toneladas do alimento. A previsão é que a carga chegue ao destino na quarta-feira, 15/07/2026, sendo complementada por um segundo voo com 32 toneladas na terça-feira, 14/07/2026.

A iniciativa, coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, com insumos cedidos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), foi consolidada após deliberação de Luiz Inácio Lula da Silva com seus ministros em reunião realizada na sexta-feira, 09/07/2026. Participaram do encontro os representantes da Casa Civil, Miriam Belchior; da Defesa, José Múcio; das Relações Exterioes, Mauro Vieira; e do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli.

A gestão reforça que o Brasil mantém um protocolo de cooperação humanitária na América Latina. Em 2025, o país enviou auxílio a Cuba após os danos causados pelo furacão Melissa, além de ter prestado suporte emergencial à Venezuela e à Bolívia em momentos de crise. A situação em Cuba permanece crítica devido à precariedade das termelétricas, que operam há mais de quatro décadas e sofrem com a escassez de suprimentos para geração de energia.

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