PLATAFORMA
Lula anuncia estreia da Tela Brasil, a "Netflix brasileira", em 30 de maio
Iniciativa pública oferecerá catálogo de 500 filmes nacionais gratuitamente, buscando democratizar o acesso à cultura audiovisual
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na última quarta-feira, 23 de maio de 2026, que a Tela Brasil, plataforma pública de streaming dedicada exclusivamente a produções audiovisuais nacionais, será lançada em 30 de maio. A decisão visa democratizar o acesso a filmes brasileiros, oferecendo uma alternativa gratuita às plataformas comerciais e fortalecendo a produção nacional.
Lula fez o anúncio durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. “Vamos disponibilizar 500 filmes brasileiros para que o povo possa assistir de graça na rede de TV brasileira. É a nossa Netflix, nossa Netflix brasileira”, declarou o petista, em tom descontraído.
A iniciativa do governo federal pretende ampliar a exibição de obras brasileiras, especialmente produções independentes que frequentemente enfrentam barreiras para alcançar um público amplo. A plataforma funcionará como um ambiente digital centralizado, reunindo filmes, documentários, curtas-metragens e outras manifestações audiovisuais 100% brasileiras, facilitando o acesso a títulos que antes eram restritos a circuitos especializados.
Para viabilizar o projeto, o governo destinou R$ 4,2 milhões ao licenciamento de 447 obras. A expectativa é que o catálogo da Tela Brasil seja expandido gradualmente após o lançamento, com a incorporação de novos conteúdos ao longo do tempo. O governo avalia que a plataforma pública aumentará a visibilidade das produções nacionais e impulsionará o mercado audiovisual, em especial para produtores independentes.
O lançamento da Tela Brasil ocorre em um momento em que o Congresso Nacional debate propostas de regulamentação dos serviços de vídeo sob demanda (VOD). Atualmente, dois projetos de lei tramitam sobre o tema: um desde 2017, aguardando votação na Câmara dos Deputados, e outro, apresentado em 2022, já aprovado pelo Senado e em análise na Câmara.
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