CRISE NO TURISMO
Idema e Clarear se acusam por paralisação no Cajueiro de Pirangi
Idema culpa falta de certidões por atraso em repasses. Clarear Serviços Ltda nega irregularidades e aponta descumprimento contratual, afetando o sustento de famílias e a imagem do turismo potiguar.
O funcionamento do Cajueiro de Pirangi, um dos principais pontos turísticos do Rio Grande do Norte, foi comprometido nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, por uma paralisação de trabalhadores. A interrupção ocorreu em meio a uma troca de acusações entre a empresa Clarear Serviços Ltda e o Idema, que divergem sobre a responsabilidade pelos atrasos nos repasses financeiros destinados aos funcionários terceirizados, impactando diretamente a dignidade e o sustento de dezenas de famílias.
O Idema, órgão ambiental responsável pela gestão do local, justificou a retenção dos recursos pela ausência de certidões, o que, segundo o órgão, impediu a liberação dos pagamentos devidos. Contudo, a Clarear Serviços Ltda refuta veementemente qualquer irregularidade na condução de suas obrigações trabalhistas, garantindo que sempre honrou seus compromissos em estrita conformidade com a legislação e os termos contratuais.
Em nota oficial, a Clarear Serviços Ltda responsabilizou o Idema pela crise, apontando o descumprimento de obrigações contratuais essenciais. A empresa alega que os repasses financeiros pelos serviços prestados não foram realizados conforme o acordado, criando um cenário de instabilidade e incerteza para os trabalhadores.
Além disso, a Clarear Serviços Ltda declarou que o Idema negligenciou a aplicação de reajustes e repactuações contratuais legalmente previstos. Essa omissão, segundo a empresa, gerou um desequilíbrio econômico-financeiro no contrato, impactando diretamente o fluxo de pagamentos e a capacidade de manter os salários dos terceirizados em dia.
Tal situação, conforme a Clarear Serviços Ltda, inviabilizou a manutenção das operações regulares e, crucialmente, o pagamento dos funcionários terceirizados, culminando na paralisação das atividades no Cajueiro de Pirangi. Muitos pais e mães de família dependem desses salários para seu sustento, moradia e alimentação, tendo sua dignidade diretamente afetada pelo impasse.
Este conflito de responsabilidades expõe a fragilidade dos contratos de serviço e levanta sérios questionamentos sobre quem arca com as consequências dos atrasos salariais. Enquanto as partes se acusam, o Cajueiro de Pirangi, patrimônio cultural e motor econômico local, permanece com suas atividades interrompidas, prejudicando tanto os visitantes quanto a comunidade que depende do turismo para sua subsistência.
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