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Após rejeição de Jorge Messias no Senado, petista Lindbergh Farias acusa Centrão e bolsonarismo de selar "acordo da impunidade"

Lindbergh Farias (PT) em entrevista sobre acordo no Congresso Nacional.
Deputado Lindbergh Farias (PT) é entrevistado pelo colunista Paulo Cappelli no estúdio Metrópoles.

Parlamentar acredita que a articulação visa a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria

O Senado Federal rejeitou a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, é denunciada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) como a primeira etapa de um "acordo da impunidade" entre o Centrão e o bolsonarismo. A articulação visa, em um segundo momento, a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, medida que o parlamentar considera crucial para livrar Jair Bolsonaro e seus aliados militares de responsabilidades na "trama golpista", podendo abrir perigosos precedentes para criminosos de alta periculosidade.

Em uma publicação na rede social X, Lindbergh Farias detalhou a estratégia política. "A etapa da aliança entre o bolsonarismo e o Centrão foi concluída com a primeira eliminação de Jorge Messias no Senado. Hoje, essa mesma articulação avança para a segunda etapa do acordo: silenciar o andar de cima no escândalo de Vorcaro, proteger seus tentáculos na cúpula política e reduzir penas para fabricar impunidade. O PL vai silenciar sobre o Banco Master e não exigirá a leitura do requerimento da CPMI", declarou o parlamentar.

O deputado enfatizou que o próximo passo crucial é a anulação do veto presidencial ao PL da Dosimetria. A votação, convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acontece nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026. "A sessão de hoje tem como objetivo cumprir a parte final do acordo e derrubar o veto do presidente Lula no PL da Dosimetria. Querem vender uma manobra como 'justiça humanitária', mas o objetivo político é livrar Jair Bolsonaro e os generais da trama golpista", ressaltou Lindbergh.

O parlamentar petista também alertou para as graves consequências da medida, que, segundo ele, transcenderiam o âmbito político. "O preço de salvar os envolvidos na trama é abrir brechas que podem beneficiar líderes de organização criminosa, milicianos, chefes de facção, estupradores, feminicidas e pedófilos", pontuou, destacando o impacto direto na segurança pública e na dignidade das vítimas.

Lindbergh Farias concluiu sua manifestação com um questionamento contundente: "Hoje, o Congresso Nacional decidirá o futuro do Brasil: democracia ou golpe, Constituição ou vale-tudo, punição ou impunidade?".

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