ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Flávio Bolsonaro cobra impeachment de Alexandre de Moraes no Senado

Senador Flávio Bolsonaro discursa no Senado Federal.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante discurso no plenário do Senado Federal- foto: Carlos Moura/Agência Senado - 1.set.2026.

Senador argumenta que omissão da Casa legislativa agrava crise institucional após revelações de mensagens entre o ministro e o fundador do Banco Master.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta terça-feira (01/09) um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão, anunciada durante discurso em plenário, fundamenta-se na suposta omissão do Senado diante de mensagens trocadas entre o magistrado e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, reveladas em relatório da Polícia Federal.

Durante a sessão, o congressista classificou a situação como um desrespeito à dignidade do Poder Legislativo. Segundo Flávio, as evidências apontam para possíveis práticas de obstrução da Justiça, corrupção e formação de quadrilha. Para o senador, a inércia dos parlamentares diante de tais indícios compromete a integridade das instituições democráticas e o devido processo legal.

O parlamentar defendeu que o processo deve ser instaurado imediatamente, de ofício, para garantir ao magistrado o direito à ampla defesa, algo que, segundo ele, não foi assegurado a outros cidadãos em contextos recentes. A iniciativa busca, na visão do autor, resgatar a autonomia do Senado frente ao que denomina de pressão política exercida via investigações.

O teor das acusações baseia-se em um documento de 218 páginas da Polícia Federal, entregue em 27/08/2026. O material, que teve seu sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, detalha diálogos recuperados de aparelhos apreendidos durante a operação Compliance Zero, deflagrada em 18/11/2025 para investigar fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito.

O Poder360 entrou em contato com o ministro Alexandre de Moraes e com a defesa de Daniel Vorcaro para que pudessem se manifestar sobre as acusações e o conteúdo do relatório, mas não houve retorno até o momento. O Legislativo segue sob pressão para decidir sobre o trâmite do pedido protocolado.

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