Convocação extraordinária da Assembleia termina com apenas 8 projetos do ajuste aprovados

Foto: Ney Douglas É destaque no Agora RN que a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte encerrou nesta quarta-feira, 31, a convocação extraordinária para análise de projetos de recuperação fiscal encaminhados pelo Poder Executivo. Durante vinte dias, os deputados estaduais se debruçaram sobre 20 medidas. Deste pacote, 8 matérias foram aprovadas, 1 foi rejeitada e outras 11 continuam pendentes ou foram retiradas pelo Governo do Estado. Agora, com o fim da convocação extraordinária, os deputados terão um “recesso” de uma semana. Os parlamentares voltam a realizar a sessões plenárias apenas na próxima terça-feira, 6, quando o governador Robinson Faria (PSD) fará a leitura da Mensagem Anual. Será a última vez neste mandato que Robinson cumprirá o protocolo. Na última sessão plenária, nesta quarta-feira, 31, quatro projetos foram aprovados: a instituição do regime de previdência complementar; a concessão de um abono para servidores que desejarem contrair empréstimos como compensação pelo atraso no recebimento do décimo terceiro salário; o reajuste nas diárias operacionais pagas a policiais civis e militares; e a matéria que responsabiliza os poderes e órgãos pela contribuição patronal à previdência dos servidores inativos e pensionistas. O único projeto rejeitado durante a convocação extraordinária foi o que trata da autorização para que o desconto no duodécimo de valores referentes aos salários de servidores cedidos pelo Executivo a outros órgãos e poderes. Entre as 11 medidas que não chegaram a ser analisadas em plenário ou que foram retiradas pelo Governo após resistência dos parlamentares, estão 3 propostas de emenda à Constituição Estadual (PECs). Essas matérias têm uma tramitação específica, e sua análise será mais lenta do que a dos demais projetos. Confira como ficou a situação dos projetos da convocação: APROVADOS: – Alteração no PPA para que Estado receba empréstimo da Caixa; – Reestruturação da Fundase; – Autorização para saques de aplicações do Funfirn; – Securitização de créditos que Estado tem a receber; – Aumento das diárias operacionais da segurança; – Instituição da previdência complementar; – Concessão de abono para servidores; – Responsabiliza os poderes pela contribuição patronal dos inativos e pensionistas.  REJEITADOS: – Desconto no duodécimo de salários de servidores cedidos pelo Executivo.  RETIRADOS PELO GOVERNO: – Venda de imóveis, incluindo o terreno que abriga a Ceasa; – Venda da Potigás; – Extinção de órgãos e fusão de secretarias; – Extinção da Emprotur e da Emgern; – Concessão de descontos para devedores do Estado;  AINDA A SEREM ANALISADOS: – Extinção dos adicionais por tempo de serviço a servidores; – Aumento da alíquota de contribuição previdenciária; – Compensação no duodécimo do déficit previdenciário de cada poder; – Teto de gastos públicos pelos próximos 20 anos*; – Proibição da incorporação de vantagens na aposentadoria dos servidores*; – Veto à concessão de vantagens, aumentos e reajustes com aplicação no governo seguinte*. *PECs: tramitação mais lenta.
Fonte: Agora RN

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