TRAGÉDIA E CULPAS

Sesap nega falha e acusa Samu Natal por morte

Ambulância do Samu e veículos de emergência em local de acidente de trânsito.
Cena de acidente na Avenida Engenheiro Roberto Freire, onde um motociclista aguardou por socorro.

Motociclista de 27 anos, pai de três filhos, morreu após mais de uma hora à espera de socorro em 7 de abril de 2026.

Na manhã desta quarta-feira, 8 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu uma nota oficial para esclarecer e contestar informações sobre o atendimento ao motociclista de 27 anos que tragicamente perdeu a vida na noite anterior, 7 de abril de 2026, após um acidente na Avenida Engenheiro Roberto Freire. A Sesap nega a alegada retenção de macas em suas unidades e, com isso, responsabiliza o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Natal pela demora no socorro, um atraso que gerou indignação e preocupação sobre a eficácia dos serviços de emergência e custou a vida de um jovem pai de três filhos.

A principal suspeita que circulava no local do acidente era de que o Samu Natal não dispunha de ambulâncias, supostamente por ter macas presas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Contudo, a Sesap refutou veementemente essa alegação.

Conforme a secretaria, uma verificação minuciosa do sistema de plantão administrativo e da direção do hospital confirmou que, no momento crítico da ocorrência, o Hospital Walfredo Gurgel contava com apenas duas macas do Samu Natal (de responsabilidade do município) e duas do Samu RN (de responsabilidade do Governo do Estado). Com esses dados, a Sesap enfatiza que a justificativa de "indisponibilidade por retenção de macas" não corresponde à realidade da unidade hospitalar naquele instante decisivo.

Em outras palavras, a nota sugere que a espera angustiante de mais de uma hora por socorro para o entregador, que segundo populares e familiares estava consciente e conversava enquanto aguardava, não pode ser atribuída à infraestrutura do hospital estadual. O impacto dessa demora na vida do jovem motociclista, que deixa três filhos, levanta sérias questões sobre a coordenação e a agilidade do atendimento de emergência na capital.

O Governo do Rio Grande do Norte manifestou profundo pesar pela morte do jovem e se solidarizou com a família. Agora, espera-se que o Samu Natal apresente uma explicação clara e convincente para o real motivo do atraso que provocou tamanha revolta e resultou na perda irreparável de uma vida.

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