SAÚDE EM ALERTA

Sesap confirma 115 casos de ciguatera no RN

Peixe de recife tropical, uma barracuda, potencialmente contaminado com ciguatoxina.
Espécies de peixes como barracuda e cioba são as mais associadas à intoxicação por ciguatera.

Cinco novas notificações atingem família em Natal; Estado monitora a doença desde 2022, sendo o único do país a registrá-la.

A saúde pública do Rio Grande do Norte enfrenta um desafio persistente, com a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) confirmando, nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, que o estado alcançou a marca de 115 casos de intoxicação por ciguatera desde 2022. A atualização inclui mais cinco notificações recentes, que atingiram membros de uma mesma família em Natal, sublinhando o impacto direto desta doença na vida dos cidadãos. O problema, que gera sérios desconfortos e pode comprometer a dignidade alimentar, torna o RN o único estado do país a registrar e notificar formalmente a ciguatera, evidenciando a necessidade de atenção contínua e ações preventivas para proteger a população.

Diante do crescente número de ocorrências, a Sesap já havia agido preventivamente. Em janeiro de 2026, quando o total de casos confirmados chegou a 90, a Secretaria lançou uma nota técnica detalhada, fornecendo orientações essenciais para a população em geral, pescadores, comerciantes e profissionais da saúde, visando mitigar os riscos e promover a conscientização sobre os perigos da ciguatera.

A ciguatera é uma intoxicação alimentar de origem marinha, causada pelo consumo de peixes que se alimentam em áreas de corais e recifes contaminados pela ciguatoxina. Esta toxina, produzida por microalgas, acumula-se na cadeia alimentar, atingindo peixes maiores que, ao serem consumidos, podem provocar uma série de sintomas neurológicos, gastrointestinais e cardiovasculares nos humanos, impactando severamente a qualidade de vida dos afetados.

O levantamento histórico, que compreende os casos registrados entre 2022 e 2025, identificou surtos e ocorrências isoladas associadas a diversas espécies de peixes. Entre as mais frequentemente envolvidas, destacam-se a barracuda (conhecida localmente como bicuda), cioba, guarajuba, arabaiana e dourado. A persistência dos casos reforça a importância da vigilância epidemiológica e da informação para a prevenção da doença em todo o Rio Grande do Norte.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário