SAÚDE PRESIDENCIAL

Presidente Lula inicia radioterapia após remoção de câncer de pele no couro cabeludo

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento público.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromisso oficial.

Servidor público será submetido a 15 sessões preventivas em três semanas para reduzir risco de reincidência de carcinoma basocelular.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta quarta-feira, 27/05/2026, um tratamento complementar de radioterapia. A decisão de submeter o chefe do Executivo a 15 sessões preventivas ao longo de três semanas, após a remoção de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo, visa reduzir o risco de reaparecimento da doença na região. A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês.

A lesão, identificada como um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, foi removida em abril. Segundo a equipe médica, trata-se de uma lesão localizada, associada à exposição crônica ao sol, sem sinais de disseminação, o que garante a continuidade da agenda de compromissos do presidente durante o tratamento.

Antes da confirmação do diagnóstico, o presidente havia sido submetido à retirada de uma queratose no couro cabeludo. A queratose seborreica, geralmente benigna e ligada ao envelhecimento, e a queratose actínica, associada à exposição solar acumulada, são as formas mais comuns. Esta última é considerada uma lesão pré-cancerígena pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e, sem tratamento adequado, pode evoluir para um carcinoma espinocelular.

As lesões de queratose, frequentemente encontradas em áreas expostas ao sol como rosto, orelhas e couro cabeludo, manifestam-se muitas vezes como manchas avermelhadas e ásperas, que são mais perceptíveis ao tato.

O tratamento para essas condições varia conforme o tipo, tamanho e profundidade. A remoção cirúrgica é uma abordagem comum para lesões localizadas. Outras terapias incluem medicamentos tópicos, laser, peeling químico, crioterapia (congelamento) e a radioterapia, utilizada no caso do presidente.

O carcinoma basocelular, apesar de seu crescimento lento e baixa probabilidade de metástase, requer acompanhamento médico contínuo para prevenir o surgimento de novas lesões e evitar complicações.

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