TRAGÉDIA
Juíza morre após fertilização em clínica de SP
Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, faleceu em Mogi das Cruzes, na Grande SP. Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.
A magistratura brasileira lamenta a precoce perda da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, que veio a óbito em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ela faleceu nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, após desenvolver graves complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro. A Polícia Civil de SP já iniciou uma investigação, registrando o caso como morte suspeita e acidental, para apurar se eventuais falhas no atendimento médico ou outras causas contribuíram para o desfecho trágico, um evento que levanta questionamentos urgentes sobre a segurança de procedimentos assistidos e seu impacto na vida das pessoas.
Conforme o boletim de ocorrência, Mariana realizou a coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida na manhã de segunda-feira, 4 de maio de 2026. Após receber alta por volta das 9h, a magistrada retornou para casa, mas começou a sentir fortes dores e calafrios. Diante da piora do quadro, sua mãe a levou de volta à clínica cerca de duas horas depois.
No retorno, Mariana relatou inicialmente que pensava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que se tratava de uma severa hemorragia vaginal. O médico responsável efetuou os primeiros socorros e tentou conter o sangramento com uma sutura local.
Mesmo com a intervenção inicial, o estado de saúde da juíza se agravou rapidamente. Ela foi transferida para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi imediatamente encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
No dia seguinte, 5 de maio de 2026, a paciente passou por uma cirurgia de emergência às 21h. Contudo, apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro clínico evoluiu para uma condição extremamente grave.
Na madrugada de quarta-feira, 6 de maio de 2026, Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Apesar das tentativas incansáveis de reanimação, seu falecimento foi tristemente confirmado às 6h03.
Natural de Niterói (RJ), Mariana Francisco Ferreira havia tomado posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Ela atuava com dedicação na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul emitiu uma nota de profundo pesar, lamentando a morte da magistrada. O tribunal destacou que Mariana foi vítima de complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico em São Paulo e ressaltou sua notável trajetória na carreira. A corregedora responsável pela comarca elogiou seu “zelo na apreciação das causas” e seu “comprometimento com a efetividade das decisões”, evidenciando a grande perda para o Judiciário. O Tribunal decretou luto oficial de três dias em sua homenagem.
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também expressou “profundo pesar e consternação” pelo falecimento, afirmando que “a perda precoce da juíza enluta a magistratura gaúcha, que se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor”.
A Polícia Civil segue investigando o caso, registrado como “morte suspeita” e “morte acidental”. A apuração busca esclarecer as circunstâncias exatas que levaram à fatalidade, incluindo a possibilidade de complicações inerentes ao procedimento ou de falha durante o atendimento médico. A reportagem do g1 tentou contato com a clínica para obter um posicionamento, mas aguarda resposta.
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