SAÚDE MENTAL
Judson, do América de Natal, revela luta contra depressão e faz apelo
Volante emociona após vitória contra o Laguna neste domingo, 26 de abril de 2026, e destaca a importância de buscar ajuda profissional. Atleta estava afastado após recaída e ausência no Clássico-Rei.
Judson, volante e um dos líderes do elenco do América, comoveu torcedores ao revelar publicamente sua batalha contra a depressão, condição que enfrenta há cerca de um ano e meio. A importante declaração ocorreu neste domingo, 26 de abril de 2026, após a vitória do time por 1 a 0 sobre o Laguna, e surge como um poderoso alerta sobre a saúde mental no esporte e na sociedade. Sua honestidade visa quebrar o silêncio e oferecer apoio a muitos que sofrem em anonimato.
A revelação veio à tona depois de uma recaída recente, que culminou no seu afastamento e ausência no Clássico-Rei, disputado no meio da última semana. A decisão de tornar sua luta pública acende um debate crucial sobre as pressões invisíveis e o bem-estar psicológico em ambientes de alta performance, como o futebol profissional.
“Faz um ano e meio que estou com depressão e, infelizmente, tive uma recaída depois do jogo contra o Fortaleza. Isso culminou no meu afastamento”, compartilhou o jogador, enfatizando que sua fala não buscava justificativas, mas sim servir de voz para quem precisa. “Não estou falando isso como bengala. Estou assumindo porque tem pessoas do outro lado da tela que precisam de alguém público falando sobre isso”, reforçou, direcionando a mensagem: “Vocês não estão sozinhos”.
O volante sublinhou a essencialidade do tratamento profissional, compartilhando sua própria experiência com “ter que tomar medicação, ter que fazer terapia, porque é importante e essencial para quem passa por isso.” Sua franqueza ressalta que buscar ajuda é um ato de força, não de fraqueza.
Judson agradeceu o irrestrito suporte que encontrou no América, destacando o acolhimento da SAF, da comissão técnica e de seus companheiros desde sua chegada ao clube. “Tenho todo o suporte do América, da SAF, da comissão técnica e dos meus companheiros”, afirmou, evidenciando a importância de uma rede de apoio.
Ao discutir abertamente sua condição, o atleta reafirmou a importância de combater o preconceito e o estigma associados à saúde mental. “Não tenho preconceito nenhum e nem vaidade nenhuma de falar sobre isso”, concluiu, inspirando a todos a darem prioridade ao bem-estar psicológico.
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