SAÚDE EM ALERTA

Crise no Hospital Tarcísio Maia compromete atendimento no Oeste potiguar

Fachada do Hospital Regional Tarcísio Maia em Mossoró.
Hospital Regional Tarcísio Maia é referência para urgência e emergência em todo o Oeste potiguar.

Superlotação e atrasos nos pagamentos a médicos da SAMA geram risco de desassistência no HRTM; Secretaria de Saúde busca soluções em meio à reforma estrutural.

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), principal porta de urgência e emergência do Oeste potiguar, enfrenta uma crise aguda de superlotação e déficit crônico de pessoal. A situação, que impacta diretamente a dignidade dos pacientes acomodados em corredores, foi agravada pela instabilidade nos repasses financeiros aos médicos da cooperativa SAMA, o que coloca em risco a continuidade dos serviços essenciais nesta domingo, 19/07/2026.

A precariedade do atendimento reflete-se na dificuldade de liberação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), monitorada pelo Regula RN. Segundo profissionais da cooperativa SAMA, a ausência de remuneração há quase cinco meses desestimula a força de trabalho, elevando a tensão dentro da unidade que atende a mais de 60 municípios da região.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reconheceu o atraso nos pagamentos, justificando a ocorrência por dificuldades financeiras do Estado, embora aponte um período menor de inadimplência do que o relatado pela classe médica. O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN) e o Conselho Regional de Medicina (Cremern) monitoram o desenrolar das tratativas para evitar a interrupção das atividades.

Para reverter o déficit operacional, a Sesap informou a convocação de 749 profissionais aprovados em concurso público, com foco em médicos especialistas para UTIs. Simultaneamente, o hospital passa por uma reforma de R$ 10,3 milhões, viabilizada em parte por emenda do senador Styvenson Valentim, que contempla a revitalização do centro cirúrgico e da Central de Material Esterilizado (CME).

Embora a Secretaria de Saúde mantenha a previsão de conclusão das obras até o final de 2026, a execução ocorre de forma gradual para não interromper os atendimentos de urgência. A entrega da nova ala pediátrica é aguardada como o primeiro passo para aliviar a pressão por leitos no HRTM.

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