Contaminação

Criança internada melhora em Natal enquanto Anvisa sustenta veto à Ypê

Criança em leito hospitalar com equipe médica, simbolizando a recuperação e a vigilância sanitária.
Criança em recuperação no Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, enquanto Anvisa mantém fiscalização de produtos Ypê.

Familiares confirmam estabilidade da paciente de 10 anos. Proibição da Ypê é por risco de contaminação microbiológica.

A recuperação de uma criança de 10 anos, internada com suspeita de contaminação após contato com um detergente, trouxe um alívio cauteloso neste sábado, 16 de maio de 2026. Familiares confirmaram que o quadro clínico da menor apresenta estabilidade, enquanto a Anvisa, em decisão unânime tomada na sexta-feira, 15 de maio de 2026, manteve as rigorosas medidas cautelares que proíbem a fabricação, comercialização e uso de produtos da marca Ypê de lotes específicos. A medida visa proteger a saúde pública diante de irregularidades de produção, sublinhando a gravidade da situação que levou à internação da criança e a busca por respostas que garantam a segurança de todos os consumidores.

Apesar da melhora, relatada pelo tio da paciente e pelo advogado da família, o estado de saúde da criança ainda oscila, exigindo observação contínua. Ela permanece no Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, no Rio Grande do Norte, onde uma equipe médica monitora de perto sua luta pela recuperação. Atualmente, a menor recebe tratamento com cinco tipos diferentes de medicamentos, um reflexo da complexidade do caso.

A angústia da família se estende à espera dos resultados laboratoriais específicos, cruciais para determinar a causa exata da contaminação. Segundo o advogado, a previsão é que esses exames sejam concluídos até a próxima segunda-feira, 18 de maio de 2026, trazendo a tão aguardada clareza.

O incidente que levou a esta situação alarmante teve início em 7 de maio de 2026, quando a criança foi internada após manifestar sintomas de contaminação em Natal, no Rio Grande do Norte. A Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública) informou que a internação ocorreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Pajuçara, e o caso está sob investigação rigorosa da vigilância epidemiológica.

Familiares apresentaram à unidade de saúde um frasco de detergente da marca Ypê, indicando que o produto pertencia a um lote com numeração final 1. Dias antes da decisão de 15 de maio, a Anvisa já havia determinado o recolhimento e a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e venda de lotes com final 1 das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê. Esta medida foi embasada em uma inspeção que revelou irregularidades críticas no processo de produção, com um potencial risco de contaminação microbiológica que alarmou as autoridades sanitárias.

Um familiar detalhou à reportagem que a menor de idade teve contato com o produto suspeito em 6 de maio de 2026. No mesmo dia, na escola, ela começou a apresentar manchas atrás da orelha e em uma das mãos, o que levou à sua imediata condução à UPA. "Como havia saído uma nota de possível bactéria no sabão da Ypê, associamos uma coisa à outra", relatou o parente, enfatizando, contudo, que ainda não há confirmação de que o produto da marca seja a causa da contaminação, e a família aguarda os laudos médicos conclusivos.

A fiscalização dos produtos com suspeita de contaminação na capital do Rio Grande do Norte é conduzida pela Vigilância Sanitária Municipal, enquanto a Suvisa (Sistema de Informação em Vigilância Sanitária) assume a responsabilidade nos demais municípios do estado.

Procurada pela CNN Brasil, a Ypê informou que, por ora, não se manifestará sobre o caso, mantendo-se em silêncio enquanto as investigações prosseguem e a família aguarda respostas definitivas.

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