SAÚDE EM ALERTA

Anvisa suspende xaropes por risco cardíaco grave

Xarope para tosse com clobutinol, agora suspenso pela Anvisa por risco cardíaco
O clobutinol é um antitussígeno, substância usada em xaropes para aliviar a tosse seca. Agora, seu uso é proibido pela Anvisa.

Medida preventiva atinge todos os medicamentos com clobutinol após evidências de arritmia e morte súbita. Decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 24 de abril de 2026.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma medida drástica para proteger a saúde de milhares de brasileiros: suspendeu, em 24 de abril de 2026, a comercialização, distribuição, fabricação, manipulação e uso de todos os medicamentos que contêm a substância clobutinol, presente em xaropes para tosse. A decisão, publicada na Resolução-RE nº 1.684 no Diário Oficial da União, visa combater o risco de arritmias cardíacas graves, que podem levar a complicações sérias e até mesmo à morte súbita, após um parecer técnico da área de farmacovigilância concluir que os perigos superam os benefícios terapêuticos destes produtos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026.

O parecer da Anvisa revelou uma preocupação alarmante: o clobutinol pode causar prolongamento do intervalo QT, uma condição que predispõe o coração a arritmias severas e inesperadas. Este risco, antes subestimado, agora se mostra decisivo para a interrupção da venda e uso desses medicamentos, colocando a segurança dos pacientes acima de qualquer benefício no alívio da tosse seca.

Diante da gravidade, a Anvisa agiu de forma preventiva, retirando os produtos do mercado imediatamente. A proibição é abrangente, alcançando todos os medicamentos com clobutinol, sem distinção de fabricante ou lote, e se manterá ativa enquanto não houver uma avaliação aprofundada que garanta a segurança do princípio ativo. Esta postura reflete o princípio da precaução, essencial na vigilância sanitária.

Para quem utiliza xaropes com clobutinol, a orientação é clara: não interrompa o uso abruptamente. Procure seu médico ou um profissional de saúde qualificado para avaliar a melhor forma de substituição do tratamento. A colaboração entre pacientes e profissionais é vital neste momento de ajuste.

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