ALERTA DE SAÚDE

Anvisa emite alerta sobre riscos da soroterapia para fins estéticos

Frascos de soro intravenoso em ambiente hospitalar representando o alerta da Anvisa.
A aplicação intravenosa de vitaminas sem indicação médica pode trazer sérios riscos à saúde do paciente.

Agência reguladora reforça que aplicação intravenosa de vitaminas em pessoas saudáveis carece de eficácia comprovada e oferece perigos reais à saúde.

A Anvisa emitiu um comunicado oficial para desaconselhar o uso da soroterapia em pessoas saudáveis, destacando a ausência de evidências científicas que sustentem promessas de rejuvenescimento, aumento de imunidade ou efeitos desintoxicantes. Nesta terça-feira, 14/07/2026, a instituição reiterou que a administração intravenosa de vitaminas e nutrientes deve ser restrita a pacientes com necessidades clínicas específicas, como quadros de desidratação ou deficiências nutricionais diagnosticadas por profissionais habilitados.

O procedimento, que consiste na aplicação direta de substâncias na corrente sanguínea, tem se popularizado sob promessas de bem-estar rápido. Contudo, a Anvisa adverte que, quando realizado fora de protocolos médicos estabelecidos, o método expõe o indivíduo a riscos severos, incluindo infecções e reações alérgicas graves decorrentes do acesso venoso.

Além dos perigos inerentes ao procedimento, o órgão aponta o perigo da hipervitaminose. O uso indiscriminado de suplementos injetáveis pode sobrecarregar órgãos vitais, como fígado e rins, resultando em quadros de náuseas, vômitos e dores de cabeça intensas, uma vez que a dosagem excessiva de nutrientes pode ser tóxica ao organismo.

A agência esclarece ainda que não existe categoria de cosmético injetável. Qualquer substância aplicada por injeção deve ser classificada tecnicamente como medicamento ou dispositivo médico, exigindo registro e rigoroso controle sanitário. Diante disso, o Ministério da Saúde e a Anvisa orientam os cidadãos a verificarem a regularização dos produtos e a habilitação profissional antes de qualquer intervenção, evitando cair em promessas comerciais desprovidas de respaldo científico.

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