Gastança em propaganda
Jornalista Bosco Afonso critica aumento dos gastos com publicidade do governo Lula e classifica despesas como "farra publicitária"
Para o articulista, a chamada "farra publicitária" torna-se ainda mais evidente porque a liberação dos recursos ocorreu às vésperas do início do período de restrição da publicidade institucional previsto na legislação eleitoral
O jornalista Bosco Afonso publicou um artigo em sua coluna "Conversa Livre", no portal Diário do RN, no qual faz duras críticas ao volume de recursos destinados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à publicidade institucional no primeiro semestre de 2026. No texto, ele classifica a estratégia como uma "farra publicitária" e questiona a prioridade dada aos investimentos em propaganda diante das demandas enfrentadas pela população.
Ao citar dados divulgados pela Folha de S.Paulo, Bosco Afonso afirma que o governo federal empenhou R$ 520 milhões em publicidade institucional apenas nos seis primeiros meses do ano.
Segundo o jornalista, o valor supera em R$ 213,5 milhões os gastos realizados no mesmo período de 2022 pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, considerando os números corrigidos pela inflação.
Para o articulista, a chamada "farra publicitária" torna-se ainda mais evidente porque a liberação dos recursos ocorreu às vésperas do início do período de restrição da publicidade institucional previsto na legislação eleitoral, conhecido como "defeso eleitoral", que começa no próximo dia 4.
Em sua avaliação, o Palácio do Planalto acelerou os empenhos antes da entrada em vigor das limitações legais, ampliando significativamente os investimentos em campanhas oficiais.
Bosco Afonso também destaca a iniciativa do senador Rogério Marinho, que protocolou representações no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) questionando a legalidade dos gastos.
De acordo com o parlamentar, o governo teria ultrapassado em cerca de R$ 168 milhões o limite permitido para despesas com publicidade em ano eleitoral.
Em seu artigo, Bosco Afonso sustenta que os recursos empregados nas campanhas publicitárias poderiam ter sido direcionados para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e assistência social.
O jornalista cita como exemplos a construção de novas unidades básicas de saúde, a modernização de escolas públicas e o fortalecimento de programas voltados às famílias em situação de vulnerabilidade.
Ao concluir o texto, Bosco Afonso manifesta repúdio ao que considera um excesso de gastos com propaganda oficial e defende que os órgãos de controle apurem a execução orçamentária da publicidade institucional do governo federal, avaliando se as despesas observaram os limites estabelecidos pela legislação.
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