Tomba Farias diz que o “RN caminha para a ingovernabilidade” e alerta que débito com precatórios é “bomba prestes a explodir”

O deputado estadual Tomba Farias, líder do PL na Assembleia Legislativa, destacou que o Rio Grande do Norte está “ingovernável” e destacou a sua preocupação com o crescimento da dívida com precatórios, que teve um aumento de cerca de 600%, entre os anos de 2019 e 2024, passando de R$ 900 milhões para R$ 5 bilhões.
“O estado está ingovernável. Isso é uma bomba de hidrogênio que está guardada e queimando por fora, prestes a explodir. A qualquer hora a explosão vai ser grande e vai cair no colo dos futuros governantes”, enfatiza.
O líder do PL defende que o governo Fátima Bezerra (PT) tem que tomar urgentemente providências para resolver o débito dos precatórios, pois caso contrário a situação vai ficar mais caótica ainda. “Quando fui prefeito da cidade de Santa Cruz peguei precatórios no valor de R$ 20 milhões em 2001, que hoje daria algo em torno de 200 ou 300 milhões. A primeira medida que tomamos foi tratar de pagar os precatórios, e a dívida foi sanada após 20 anos. Chegamos a pagar R$ 300 mil reais por mês”, disse.
Tomba ressalta que se o governo do Estado não buscar pagar esses débitos a situação ficará fora do controle. O parlamentar revela ainda que o governo não cumpre os acordos feitos na justiça para pagamento de precatórios. “ A justiça faz o acordo, mas o precatório não é pago pelo governo”, destaca.
O deputado também apontou que o comprometimento da receita com gastos de pessoal coloca em risco a saúde financeira do Estado. “No Rio Grande do Norte, o comprometimento com a folha de pessoal é o maior do Brasil. Mais de 64% da receita é só para pagar a folha”, enfatiza.
O parlamentar disse ainda que a judicialização de demandas na saúde também representa uma sangria para os cofres do Estado. “É um problema grave. Uma cirurgia que custa 20 mil reais para o governo do Estado, mas como o governo do Estado não autoriza, essa mesma cirurgia, após ser judicializada, passa a ser algo em torno de 200 mil em hospitais particulares”, finaliza.
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