CRIME EM DEBATE

Rogério Marinho critica esquerda por reagir a Flávio Bolsonaro após apoio dos EUA a combate a facções

Senador Rogério Marinho discursa em Brasília, com imagem do senador Flávio Bolsonaro ao fundo.
Senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro em Brasília.

Senador Rogério Marinho acusa partidos de esquerda de usarem o Judiciário para proteger o crime organizado, enquanto governo brasileiro teme sanções após EUA incluírem PCC e CV em lista de terroristas.

O senador potiguar Rogério Marinho (PL), na condição de Coordenador-Geral da Pré-Campanha, emitiu nota contundente para defender o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a reação de partidos de esquerda. A manifestação ocorre após PSOL e Rede Sustentabilidade anunciarem representação jurídica contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles o acusam de tentar violar a soberania nacional ao articular com os Estados Unidos medidas de interferência externa na segurança pública do Brasil.

O estopim da crise política foi o anúncio feito pela Casa Branca na última quinta-feira (28), de que os Estados Unidos incluíram as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista oficial de organizações terroristas globais. A medida norte-americana ocorreu na mesma semana em que Flávio Bolsonaro cumpriu agenda oficial em Washington, reunindo-se com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio.

Em sua nota oficial, Rogério Marinho acusou as legendas de esquerda de tentarem instrumentalizar os tribunais para blindar o crime organizado. "A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político", disparou o líder da oposição no Senado.

Marinho ironizou os argumentos da base governista sobre uma suposta quebra de soberania nacional provocada pela decisão americana de asfixiar as finanças das facções em território internacional. "O mesmo campo político que hoje clama por 'soberania' foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas", enfatizou o senador.

A classificação das facções brasileiras como "Terroristas Globais Especialmente Designados" (SDGTs) e "Organizações Terroristas Estrangeiras" (FTOs) gerou apreensão nos bastidores do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha operando diplomaticamente, por meio do chanceler Mauro Vieira, para tentar demover Washington da ideia desde março. O governo do PT teme que a rotulagem de terrorismo abra precedentes jurídicos na legislação americana para sanções econômicas ou intervenções militares unilaterais em solo brasileiro.

Além disso, o Ministério da Justiça do Brasil, com base na Lei Antiterrorismo nacional (de 2016), argumenta que PCC e CV são organizações criminosas voltadas ao lucro e ao tráfico de drogas, mas desprovidas de motivação ideológica, política ou religiosa para derrubar o sistema estatal, não se enquadrando na tipificação de terrorismo doméstico.

O senador finalizou defendendo a cooperação internacional contra o terrorismo e o combate às facções. "Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o crime, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo."

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário