Raquel Dodge se manifesta contra pedido de suspensão de ação penal contra Lula

Raquel Dodge se manifesta contra pedido de suspensão de ação penal contra Lula
Os advogados de Lula recorreram da decisão do ministro Edson Fachin, que em 7 de maio negou solicitação para suspender a ação penal. (FOTO: KIKO SIERICH / FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta segunda-feira, 1, manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a suspensão de ação da Lava Jato referente ao prédio do Instituto Lula e ao imóvel em São Bernardo do Campo (SP).

Os advogados recorreram da decisão do ministro Edson Fachin, que em 7 de maio negou solicitação para suspender a ação penal. Para a defesa de Lula, a suspensão do processo em andamento na 1ª instância é necessária para que se possa fazer a análise dos elementos de provas juntados na ação penal.

Os advogados de Lula recorreram da decisão do ministro Edson Fachin, que em 7 de maio negou solicitação para suspender a ação penal. (FOTO: KIKO SIERICH / FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO)

Na manifestação, Dodge defende que o recurso deve ser negado. Segundo a procuradora, a Súmula Vinculante 14, jurisprudência na qual a defesa baseou o pedido, não estabelece a possibilidade de suspender o trâmite de ação penal por meio de pedido feito em reclamação para que a parte possa examinar o conteúdo dos elementos cujo acesso lhe foi permitido.

Para a procuradora-geral, o acolhimento do pedido representaria a supressão de instância, já que cabe ao juiz natural, da 1ª instância, decidir sobre a possibilidade e dirimir a controvérsia.

“Cabe à defesa requerer a concessão de prazo para analisar e se manifestar sobre os referidos elementos de convicção diretamente ao juízo perante o qual tramita a ação penal, que estará melhor municiado de informações para decidir a questão”, afirmou.

O processo em questão sobre o apartamento vizinho e o instituto faz relação a um esquema de corrupção envolvendo contratos entre a Petrobras e a Odebrecht, no qual Lula teria sido beneficiado.

A ação será avaliada pelo juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ainda não há prazo para Bonat analisar o processo.

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