PT aposta em eleições municipais para reverter popularidade de Bolsonaro

O crescimento da popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) medido nas últimas pesquisas é um grande desafio para a oposição – na opinião de um de seus representantes, o líder do PT na Câmara, Enio Verri. Em conversa com o Metrópoles, o parlamentar do Paraná disse que o partido fará críticas ao governo sem se opor a uma extensão do auxílio emergencial de R$ 600: “Está salvando vidas. Defendemos R$ 600 até dezembro”, disse ele, que vê nas eleições de novembro o cenário ideal para desidratar Bolsonaro: “É municipal, mas o debate nacional ocorrerá normalmente e nosso desafio é mostrar a inoperância dele”, completou.
Como o senhor percebe esse aumento da popularidade do presidente, apesar dos mais de 100 mil mortos por coronavírus?
Percebo a necessidade de intensificar a comunicação nas redes sociais, já que as ruas estão limitadas, para a população perceber o quanto o governo Bolsonaro é inoperante no que se refere ao enfrentamento à pandemia e o quanto ele foi inoperante no que se refere à proteção social necessária e também em relação à economia. Ele está ganhando apoio mais por conta da competência do Congresso Nacional do que da dele. Afinal de contas, ele não tomou atitude nenhuma pra melhorar a vida da população, foi tudo construído no Congresso. Mas a população não tem essa clareza.
E o que o PT tem para oferecer como alternativa ao modelo bolsonarista?
A população não vive de passado, a população se alimenta do futuro. Política é futuro, mas nós temos um legado pra mostrar. Temos que mostrar que a gente já fez, mas podemos fazer mais e melhor. O PT lida com um desgaste devido ao tempo que passou no governo, mas o Bolsonaro também terá esse desgaste. A população vai lembrar do que ele fez e principalmente do que não fez quando o país precisou.
A população está sem esperança. Temos que apresentar um projeto que traga de volta essa esperança no futuro. Estamos fechando para debater no Diretório Nacional um grande projeto de reconstrução nacional, com sugestões econômicas, políticas. Um projeto de futuro ouvindo as bases e especialistas, resgatando uma coisa que o PT fez nos anos 80 e 90, mas num novo contexto. Os prefeitos que assumirem em 2021, no caso otimista de ter passado o pior da pandemia, vão estar com as contas em frangalhos, sem opção. Vamos apresentar essa opção.
Metropoles
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