OPERAÇÃO CHOCA

PF prende MC Ryan SP e MC Poze; vídeos de apoio a Lula repercutem

MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, funkeiros presos pela Polícia Federal na operação Narco Fluxo, suspeitos de envolvimento com tráfico e lavagem de dinheiro. Vídeos antigos de apoio a Lula circulam nas redes sociais.
Na imagem, os MCs Ryan SP e Poze do Rodo; ambos foram presos em operação da PF que investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. (Reprodução/YouTube @MCRyanSP e @mcpozedorodooficial)

Polícia Federal age em investigação contra tráfico e lavagem de dinheiro, revelando conexões no mundo da música.

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, os renomados funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A ação faz parte da operação Narco Fluxo, que investiga uma complexa rede criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. As autoridades apuram o possível uso de shows e contratos dos artistas para camuflar a circulação de recursos ilícitos, lançando uma sombra sobre suas carreiras e o universo da música.

A notícia das prisões rapidamente reacendeu discussões nas redes sociais, com a recirculação de vídeos de 2022 onde MC Ryan SP e MC Poze do Rodo demonstram apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essas imagens, gravadas durante a campanha eleitoral e após a vitória do petista, agora ganham um novo contexto diante da investigação.

Em um dos vídeos que viralizaram novamente, MC Ryan SP aparece em uma piscina, celebrando a eleição e brincando: “Ganhou, é. Ô, Lula, já churrasco para fazer, hein, Lula. Ei, churrasquinho, picanha, churrasco”. Já MC Poze do Rodo, em um show durante a campanha, faz um gesto de apoio ao então candidato e declara: “Cada um escolhe o que quer ser, e eu sou Lula, porra. Um papo só, e quem fecha comigo canta assim, ó: vai dar PT, vai dar”.

A conexão política de Poze do Rodo já havia sido notada em um evento oficial. Durante a posse da ministra da Cultura, Margareth Menezes, a atriz Elisa Lucinda citou o funkeiro ao cantar a música “A Cara do Crime (Nós Incomoda)”, de seu repertório. Esse fato sublinha a relevância cultural e o alcance dos artistas agora envolvidos em uma séria investigação criminal.

A operação Narco Fluxo mira a fundo a movimentação financeira e a suposta conexão entre artistas e membros da organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, os indícios apontam que a fama e o sucesso no mundo da música teriam sido instrumentalizados para dar fachada de legalidade a operações financeiras ilícitas.

Antes da prisão, MC Ryan SP havia comemorado nas redes sociais o feito de ser o artista mais ouvido do Brasil no Spotify na semana. Após a ação policial, a conta do cantor foi desativada, um reflexo imediato do impacto da operação em sua imagem e carreira. A investigação continua em andamento e ainda não há definição sobre a natureza das prisões (temporárias ou preventivas) ou sobre o futuro jurídico dos funkeiros, que permanecem sob investigação.

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