POLÍTICA
Otto Alencar rebate: Coronel é "bolsonarista desde 2019"
Senador do PSD reage à declaração de apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro, consolidando um racha político na Bahia.
Em um movimento que redesenha o cenário político baiano, o senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) declarou apoio ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro, justificando a guinada pela que chamou de "ganância do PT" na disputa por vagas na chapa majoritária. A decisão de Coronel, que se afastou da legenda do presidente Lula no fim de 2025, foi prontamente rebatida pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar (PSD-BA). Alencar, que viu sua relação com o compadre e ex-aliado romper-se no fim do ano passado, afirmou não se surpreender, descrevendo Coronel como "bolsonarista desde 2019". Este realinhamento não apenas expõe as complexas teias de alianças e desafetos na política, mas também impacta diretamente as expectativas dos eleitores e a dinâmica das próximas disputas eleitorais.
Otto Alencar, ao ser questionado pela coluna, foi categórico. "Não me surpreende nem um pouco. Ele (Coronel) é bolsonarista desde 2019. Ele é isso aí", pontuou o senador do PSD, mostrando que a virada de Coronel, apesar de recente, já era, para ele, um alinhamento ideológico consolidado.
A versão de Angelo Coronel
Angelo Coronel, que por anos integrou a base petista na Bahia, explicou que "mudou de lado" após se sentir preterido pela legenda. "Meu voto pessoal é nele (Flávio). Sempre me dei bem com ele. É meu colega no Senado. Já que o PT não me quis, não posso querer eles, não é? O PT abocanhou as três vagas, tudo pela ganância deles", declarou Coronel, enfatizando a frustração com o partido.
O rompimento de Coronel com o PT ocorreu no fim de 2025, quando ele ficou fora da composição da chapa que seria formada por Rui Costa, Jaques Wagner (PT-BA) e pelo governador Jerônimo Rodrigues. Diante desse impasse e da escolha do PT por uma "chapa puro-sangue", o senador também se distanciou de Otto Alencar, um aliado histórico que, ao contrário, decidiu apoiar o PT na formação da chapa na Bahia. Este desencontro de caminhos entre amigos e parceiros políticos sublinha as escolhas difíceis e as consequências pessoais que a dança das cadeiras eleitorais impõe aos protagonistas da cena pública.
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